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As famílias brasileiras seguem enfrentando dificuldades para equilibrar o orçamento. Estudo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo em parceria com a FIA Business School estima que o índice de atrasos nos pagamentos das Pessoas Físicas deve permanecer elevado nos próximos meses.

A pesquisa projeta que a taxa de inadimplência no segmento de Recursos Livres — modalidade que inclui cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal — alcance média de 7,15% em junho de 2026. O resultado representa recuo de 0,01 ponto percentual em relação ao dado mais recente divulgado pelo Banco Central, referente a abril deste ano, quando o indicador ficou em 7,16%.

Apesar da estabilidade, a análise técnica do levantamento aponta para um cenário de maior pressão financeira. O aumento recente dos atrasos de pagamento indica maior probabilidade de o índice se aproximar do limite superior da projeção, estimado em 7,48%. De acordo com Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, a estabilidade matemática não deve ser confundida com alívio no bolso do consumidor. “O fato de a nossa projeção apontar como mais provável o atingimento do limite superior da margem revela que a pressão financeira sobre as famílias brasileiras no crédito livre, que possui as maiores taxas, ainda é intensa”, estima.

O estudo também projetou a inadimplência total das Pessoas Físicas, considerando recursos livres e direcionados. Para junho, a estimativa é de média de 5,37%, com variação entre 5,06% e 5,68%, mantendo-se no mesmo patamar observado em abril. As projeções para julho e agosto indicam continuidade desse cenário, com estabilidade dos indicadores em níveis considerados elevados.


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