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Quase metade dos brasileiros realiza reparos na residência predominantemente de forma corretiva. Pesquisa encomendada pela Obramax ao instituto Opinion Box mostra que 47,1% dos entrevistados agem somente depois do surgimento de algum defeito, enquanto 21,1% adotam uma postura preventiva.

O levantamento ouviu 509 pessoas entre os dias 12 e 21 de maio de 2026. Também participaram 135 profissionais de obras e reformas, entre mestres de obra, eletricistas, encanadores e engenheiros.

Segundo a pesquisa, 91,9% dos brasileiros reconhecem que é comum adiar obras e reparos. Entre aqueles que postergam os serviços, 51,5% apontam a falta de orçamento como principal motivo. Outros 22,6% mencionam a dificuldade de encontrar mão de obra de confiança, enquanto 14,1% afirmam subestimar a gravidade do problema.

A dificuldade para contratar profissionais também aparece em outra questão do levantamento: 77,8% dos entrevistados consideram difícil encontrar alguém de confiança para realizar obras e reformas.

O adiamento pode trazer consequências para o orçamento doméstico. Entre as famílias, 47,8% afirmam que um reparo emergencial causa impacto moderado nas finanças e exige cortes em outras despesas. Para 19,7%, o gasto chega a prejudicar o pagamento das contas do mês.

Na avaliação dos profissionais consultados, 38,5% relatam que um reparo emergencial pode custar até 50% mais do que a manutenção preventiva. Para 39,3%, a diferença varia de 51% a 100%. Outros 8,1% apontam aumento entre 101% e 200%, e 2,2% indicam custos superiores a 200%. Apenas 11,9% afirmam que o valor permanece o mesmo.

Entre os consumidores, 83,1% concordam que adiar uma intervenção acaba aumentando os custos. Apesar dessa percepção, somente 6,3% da população afirma possuir atualmente reserva financeira e cronograma organizado para os cuidados com a residência.

Infiltrações e vazamentos estão entre os problemas mais frequentes

Infiltração e umidade, assim como problemas hidráulicos e vazamentos, foram citados por 46,1% dos entrevistados entre as ocorrências enfrentadas nos últimos anos. Na sequência aparecem problemas em telhados e calhas, com 34%, instalações elétricas, com 33,8%, e questões estruturais, como rachaduras, com 21,6%.

O estudo também avaliou a manutenção preventiva dos sistemas residenciais. A climatização aparece como o item com maior percentual de pessoas que nunca realizaram esse tipo de cuidado, com 28,3%. A impermeabilização vem em seguida, com 21,7%.

Mesmo diante do comportamento predominantemente corretivo, 71,9% dos entrevistados consideram que a manutenção preventiva contribui para valorizar o imóvel em uma futura venda ou locação.

“Na prática, o cliente pessoa física costuma chegar sempre surpreso, sem saber a real causa do problema. Já o profissional chega com uma necessidade mais direta: suprir a execução de um trabalho que já está em andamento. Essa diferença mostra o quanto o planejamento preventivo ainda não faz parte da rotina de quem cuida da própria casa”, afirma Rafael Sales, diretor comercial da Obramax.


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