Em janeiro, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), levantamento realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), contou com uma pequena variação no mercado de trabalho do comércio varejista de material de construção da Grande São Paulo: 63 postos com carteira assinada gerados . Tal saldo interrompeu três quedas mensais seguidas, resultando num estoque ativo dos segmentos analisados de quase 95,5 mil empregos ativos.
Saldos de empregos do varejo de material de construção – RMSP
Fonte: Novo Caged

“Ainda que o desempenho do primeiro mês do ano tenha sido positivo, é relevante dizer que ele é o mais fraco dentre os meses de janeiro desde que o Novo Caged foi instituído pelo Ministério do Trabalho, a partir de 2020”, ressalta o economista Jaime Vasconcellos. Apenas para efeito de comparação, em janeiro de 2025 foram 102 vagas criadas na RMSP no mesmo recorte setorial abordado.
Saldos de empregos do varejo de material de construção – RMSP – Meses de janeiro

Fonte: Novo Caged
Dentre os nove ramos varejistas observados, positivamente destacaram-se os estabelecimentos de ferragens e ferramentas (+49 vagas), seguido pelos comércios de vidros (+46 vagas) e de material elétrico (+36 vagas). Por outro lado, as lojas de material de construção em geral amargaram retração de 78 vínculos formais.
Movimentação e estoque de empregos celetistas – RMSP – janeiro de 2026

Jaime comenta que já era esperada uma retomada da expansão do mercado de trabalho do varejo de material de construção na Região Metropolitana de São Paulo. “O início de ano normalmente é de ampliação de quadros após a conhecida sazonalidade negativa dos últimos trimestres dos anos”, afirma. No entanto, ele admite que mesmo com saldo positivo em janeiro, o segmento inicia o ano com o menor investimento em geração de vagas desde 2020. “Isso demonstra a cautela dos empregadores quanto à performance setorial em 2026, algo esperado diante da continuidade dos desafios ao consumo das famílias, com juros, preços, endividamento e inadimplência elevados, e que logicamente trazem freio a um ritmo de vendas mais significativo”. Em sua opinião, é esse cenário morno que inviabiliza a maior confiança, e capacidade financeira, das empresas reaverem um maior ritmo de geração de novos postos de trabalho.
























