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O custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo avançou 0,40% em janeiro, segundo o Índice de Custo de Vida por Classe Social (CVCS), apurado pela FecomercioSP. Em dezembro, a variação havia sido de 0,38%. A alta foi puxada principalmente pelos grupos de transportes e alimentação.

Os transportes registraram aumento de 0,64%, com impacto de 0,14 ponto porcentual no resultado geral. No varejo, os combustíveis lideraram a alta: etanol (3,2%) e gasolina (1,5%). Nos serviços, pesaram os reajustes sazonais das tarifas de ônibus urbano (9,2%), intermunicipal (4,6%), metrô e trem (2,9%). As passagens aéreas, por outro lado, recuaram quase 12%.

Entre as classes sociais, a E foi a mais afetada, com variação de 0,85%, seguida pela classe C, com alta de 0,71%.

Custo de vida por classe social — série histórica

Fonte: FecomercioSP

Alimentação também sobe

O grupo alimentação e bebidas teve alta de 0,48%, contribuindo com 0,11 ponto porcentual no índice geral. A alimentação fora do domicílio subiu 0,57%, enquanto a alimentação no domicílio avançou 0,41%.

No varejo, os principais aumentos foram observados no tomate (14,1%), brócolis (12,6%) e cenoura (11,8%). As carnes também pressionaram o orçamento, com altas no contrafilé (2,7%), alcatra (2,6%) e chã de dentro (0,8%). Segundo a Federação, a elevação do preço do boi, que avançou 5% em menos de um mês, tende a manter a pressão no curto prazo.

Em sentido oposto, alguns itens apresentaram recuo, como leite longa vida (-1,8%), feijão-carioca (-1,6%) e óleo de soja (-1,5%).

Saúde, habitação e outros grupos

O grupo saúde avançou 0,55%, com impacto de 0,07 ponto porcentual. Houve reajustes em serviços de dentista (2,5%), psicólogo (2,3%) e médico (0,5%). No comércio, perfumes (2,2%) e produtos de higiene bucal (2,1%) contribuíram para a alta.

Também registraram elevação artigos do lar (0,52%), despesas pessoais (0,49%), vestuário (0,27%), comunicação (0,21%) e habitação (0,10%). Neste último, chamou atenção o aumento de 6,1% na taxa de água e esgoto, com impacto maior sobre as famílias de renda mais baixa.

A educação foi o único grupo com variação negativa em janeiro (-0,09%), mas pode pressionar o índice nos próximos meses devido aos reajustes de matrículas e mensalidades.

Varejo e serviços

O Índice de Preços no Varejo (IPV) subiu 0,53% no mês e acumula alta de 3,34% em 12 meses. Já o Índice de Preços dos Serviços (IPS) registrou avanço de 0,27%, acumulando 6,91% no mesmo período.

Na avaliação da FecomercioSP, o movimento observado em janeiro está ligado a fatores sazonais, e não estruturais. Parte dos itens que pressionaram o orçamento tende a perder força nos próximos meses, abrindo espaço para outros reajustes típicos do início do ano, como os da educação.

Para o comércio varejista da região, o cenário exige atenção redobrada ao comportamento do consumidor. Com transporte e alimentação mais caros, o orçamento das famílias fica mais apertado — o que impacta diretamente o ritmo das vendas.


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