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Levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) registrou um novo aumento na confiança dos empresários brasileiros do comércio e serviços em janeiro. No primeiro caso, a elevação foi de 3,0 no indicador, que alcançou os 91,3 pontos no período. Em médias móveis trimestrais, o Índice de Confiança do Comércio (ICC) também contou com crescimento de 1,5 ponto, chegando aos 89,3 pontos.

A economista Geórgia Veloso comenta que esse movimento favorável está  apoiado principalmente nas expectativas do comércio. “A alta foi puxada pelo avanço expressivo nas projeções de vendas para os próximos meses, mostrando otimismo para o início de 2026”, explica. No entanto, ela afirma que, apesar de ainda não estarem em zona de neutralidade, as avaliações sobre a demanda atual mostraram uma pequena recuperação, com alta pelo terceiro mês consecutivo. “O varejo enfrentou um cenário morno em 2025, marcado por taxas de juros elevadas e alto endividamento das famílias, quadro que se mantém no início de 2026, sem expectativa de alívio da política monetária no curto prazo”, avalia. E complementa: “Ainda assim, os empresários se mostram otimistas diante de um mercado de trabalho que segue sustentando a renda”.

Já o Índice de Confiança de Serviços (ICS), também medido pelo FGV IBRE, teve uma evolução positiva de 0,6 ponto em janeiro. Com esse resultado, o indicador atingiu o patamar de 90,9 pontos –  o maior desde maio de 2025 (91,8 pontos). Na média móvel trimestral, o índice cresceu 0,7 ponto, para 90,4 pontos.

Segundo o economista Stéfano Pacini,  “após um momento favorável no final do ano passado, o empresário inicia o ano mais otimista quanto ao futuro dos negócios, com destaque para o segmento de Serviços de Transporte”. Ele detalha ainda que as categorias “Informação e Comunicação” e “Serviços Profissionais” enfrentam ajustes na demanda presente, mas seguem otimistas para o futuro. “A melhora gradual da confiança confirma a resposta favorável do setor ao cenário macroeconômico desafiador”, destaca. Para Stéfano, ainda que o mercado de trabalho e o controle da inflação se apresentem como fatores econômicos positivos, é cedo para esperar grandes avanços da atividade no curto prazo em virtude da restrição da política monetária.


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