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O número de empresas brasileiras com contas em atraso atingiu 8,1 milhões em agosto, o maior volume já registrado pela Serasa Experian desde o início da série histórica do Indicador de Inadimplência das Empresas. Além do recorde de CNPJs negativados, o levantamento mostra aumento de 13,6% na dívida média, que chegou a R$ 24.631,20 em comparação a agosto de 2024.

O estudo revela que, em média, cada empresa inadimplente acumula 7,4 contas vencidas, com valor médio de R$ 3.339,10 por compromisso financeiro. A economista Camila Abdelmalack afirma que o cenário é resultado de um ambiente de crédito mais restritivo. “As altas taxas de juros tornam a negociação mais cara e mais difícil, enquanto o volume recorde de inadimplentes reduz a margem de recuperação do crédito, dificultando a saída da inadimplência”, explica.

Os setores de serviços (31,9%) e financeiro — que engloba bancos, cartões e financeiras — (23,4%) concentram o maior volume de dívidas negativadas. A pesquisa também indica que o impacto é mais severo entre micro, pequenas e médias empresas, que somam 7,7 milhões dos CNPJs inadimplentes. Juntas, essas companhias acumulam 55,2 milhões de dívidas, totalizando R$ 179,8 bilhões em débitos pendentes.


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