Pesquisas recentes do IAB Brasil, Aberje e FIA Business School apontam que entre 76% e 80% das empresas brasileiras já utilizam algum tipo de ferramenta baseada em Inteligência Artificial (IA) em suas operações, com destaque para a criação de conteúdo, análise de dados e personalização de campanhas digitais. Isso mostra que a aplicação dessa tecnologia deixou de ser uma promessa tecnológica para se consolidar como instrumento estratégico, principalmente nos casos das áreas de marketing e comunicação.
O levantamento, realizado pelo IAB Brasil em parceria com a Nielsen, por exemplo, verificou que 71% dos profissionais de marketing usam IA para gerar textos, imagens e páginas web. A B3, por exemplo, reduziu de oito horas para 40 minutos o tempo de produção de seus boletins diários em vídeo, registrando economia de 91% no tempo e de 70% nos custos. Casos semelhantes são observados em empresas internacionais, como a Zalando, que reduziu de seis semanas para quatro dias o processo de produção de imagens editoriais.
Para Fernando Carvalho, SEO da Hostgator, a IA se mostra fundamental na otimização de processos: “Criação de sites, produção de conteúdos e análise de métricas em redes sociais, trazendo mais agilidade e precisão nas estratégias”. Roberto Sbragia, presidente da FIA Business School, segue na mesma linha de raciocínio e afirma que a principal mudança está na forma como as marcas se relacionam com o público. “A inteligência artificial oferece uma capacidade sem precedentes de mapear o percurso do cliente e entregar valor em cada ponto de contato. No entanto, não se trata apenas de tecnologia: é sobre sensibilidade humana, ética e confiança”.
Apesar dos ganhos expressivos, é necessário fazer um alerta: o uso da IA exige acompanhamento constante e critérios de validação de resultados. A pesquisa da Aberje indica que 37% das empresas ainda não têm processos definidos para medir a eficiência da tecnologia, e 56% demonstram preocupação com a precisão e o risco de desinformação. Nicole Greene, vice-presidente da consultoria Gartner, ressalta que o sucesso depende de planejamento e expectativa realista: “A IA generativa pode fazer muitas coisas, mas vai exigir mais recursos e orçamento para ser bem-sucedida”.
Com impacto direto na produtividade e nos custos, a IA se torna um divisor de águas para as empresas que desejam se manter competitivas. O desafio agora é equilibrar inovação e responsabilidade, utilizando a tecnologia para fortalecer a comunicação e aproximar ainda mais as marcas de seus públicos.
























