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Depois de duas retrações mensais seguidas, o mercado de trabalho do varejo de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) voltou a crescer, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em agosto, 332 postos de trabalho foram gerados, após 3.841 admissões e 3.509 desligamentos. Com esse resultado, o estoque setorial formado chega a 96.838 vínculos com carteira assinada ativos. Já analisando especificamente os números da capital paulista, o setor demandou 163 vagas a mais, interrompendo três retrações mensais seguidas de empregabilidade. 

Evolução do saldo de empregos do varejo de material de construção – RMSP e São Paulo/SP

Fonte: Novo Caged

O economista Jaime Vasconcellos comenta que, mesmo com uma razoável geração de postos de trabalho em agosto, este foi o desempenho mais fraco para tal mês desde o início da série do Novo Caged, a partir de janeiro de 2020.

Evolução do saldo de empregos do varejo de material de construção na RMSP – Meses de agosto

Fonte: Novo Caged

Os destaques ficaram para o segmento de material de construção em geral, com 228 novas vagas, além do ramo de tintas e material para pintura, com 72 empregos criados. 

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a geração alcançou 1.097 vagas na Grande São Paulo, retração de 53,3% em comparação ao saldo positivo do mesmo período do ano passado (+2.351 vagas). Vale ressaltar o desempenho dos estabelecimentos que comercializam materiais elétricos (+300 vagas) e, novamente, tintas e material para pintura (+210 vagas) em 2025.

Jaime comenta que sazonalmente agosto é um bom mês de geração de vagas para o varejo material de construção na RMSP. “Tal cenário foi visto, o que interrompeu retrações consecutivas de meses anteriores”, ressalta. E destaca: “Todavia, não se despreza que tivemos o menor saldo positivo para o mês desde o início da série histórica, o que explicita ainda mais as dificuldades de performance frente a uma conjuntura desafiadora ao consumo das famílias, ainda mais daquele dispêndio dependente de crédito”. 

Em sua opinião, esta realidade, que não dissipará tão cedo, traz dificuldades ao ritmo de vendas do setor varejista de material de construção, impactando não somente o momento atual, mas as perspectivas futuras dele. “E como o mercado de trabalho é uma variável de investimento empresarial, portanto, dependente de performance presente e otimismo futuro, vê-se que ambas estão mais fracas que em períodos anteriores, por isso o ritmo mais arrefecido de expansão de novas vagas”, complementa. 


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