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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), calculado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), apresentou alta de 1,8% em julho, em comparação com o mês anterior. No entanto, em relação ao mesmo período de 2024, houve queda de 3,7%, evidenciando que a política econômica atual ainda gera cautela entre os empresários.

Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC)
Julho de 2024 a julho de 2025

Fonte: FecomercioSP

Após cinco quedas consecutivas entre dezembro e abril, que levaram o ICEC ao menor nível em quase quatro anos, o indicador acumula três altas seguidas e atingiu 102,8 pontos em julho, numa escala de 0 a 200, em que valores acima de 100 demonstram otimismo.

Entre os componentes do ICEC, o Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) foi o que mais cresceu no mês, com alta de 3,8%. Mesmo assim, na comparação anual, a queda foi de 6,3%. O indicador está em 76,3 pontos e permanece abaixo da linha do otimismo há 29 meses consecutivos, refletindo a percepção negativa sobre a rentabilidade, os custos e os juros.

A FecomercioSP avalia que, embora as vendas recentes tenham ajudado a melhorar o desempenho, o ambiente de negócios continua pressionado por margens estreitas, crédito caro e dívidas ainda contraídas no período da pandemia.

Expectativas e investimentos

O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) voltou a cair em julho, após três meses de crescimento. Houve retração de 0,8% em relação a junho e de 5,8% no comparativo anual, alcançando 128,4 pontos. Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) apresentou alta mensal de 3,7% e anual de 1,1%, chegando a 103,7 pontos.

Apesar de permanecer na zona de otimismo, o indicador revela que os empresários mantêm postura cautelosa em relação a novos investimentos, especialmente diante da combinação de incertezas econômicas e juros elevados.

O Índice de Expansão do Comércio (IEC) cresceu 5,5% em julho, em relação ao mês anterior, e 2,3% na comparação anual, alcançando 107,7 pontos. O avanço foi puxado pelo aumento da expectativa de contratação de funcionários (ECF), que subiu 3,6% e atingiu 118,4 pontos, e pelo Nível de Investimento das Empresas (NIE), que teve elevação de 7,9%, mas segue no campo do pessimismo, com 97,1 pontos.

Esse resultado reflete uma recuperação parcial após seis quedas seguidas do indicador entre novembro e maio. Ainda assim, os empresários permanecem conservadores quanto a investimentos em estrutura, equipamentos e expansão de lojas.


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