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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) apresentou estabilidade em junho, ao registrar leve variação negativa de 0,1 ponto e alcançar 88,7 pontos, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). Na média móvel trimestral, o indicador avançou 0,2 ponto, chegando a 88,9 pontos.

A economista Anna Carolina Gouveia, do FGV IBRE, explica que o resultado reflete um equilíbrio entre a melhora da percepção sobre a situação atual e a piora das expectativas para os próximos meses. Fatores como a manutenção do mercado de trabalho e medidas voltadas à redução do endividamento têm contribuído para uma avaliação mais positiva das condições presentes, embora não tenham se mostrado suficientes para reverter o aumento do pessimismo em relação ao futuro.

O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,9 ponto pelo terceiro mês consecutivo, atingindo 87,0 pontos, o maior nível desde outubro de 2014. Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 0,9 ponto, encerrando o mês em 90,4 pontos.

Expectativas para os próximos meses perdem força

Entre os componentes que medem a percepção futura, o indicador de intenção de compra de bens duráveis caiu 3,0 pontos, para 80,0 pontos, atingindo o menor patamar desde outubro de 2025. Também houve recuo de 1,7 ponto na avaliação sobre a situação financeira futura das famílias, que ficou em 87,7 pontos.

Por outro lado, os indicadores relacionados à situação atual apresentaram desempenho mais favorável. A percepção sobre a situação financeira das famílias avançou 2,3 pontos, alcançando 79,0 pontos, maior nível desde abril de 2015. O indicador acumula alta de 8,9 pontos ao longo de 2026 e registra a quinta elevação consecutiva. A avaliação da situação econômica local futura também apresentou crescimento de 2,4 pontos, chegando a 105,3 pontos. Apenas o indicador que mede a percepção da situação econômica local no momento atual registrou queda, de 0,4 ponto, para 95,4 pontos.

O levantamento aponta ainda comportamento distinto entre as faixas de renda pesquisadas. A confiança avançou entre os consumidores de menor renda e recuou entre aqueles com rendimento mensal superior a R$ 4.800,01.


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