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Um dos períodos de maior movimento do varejo está chegando com toda força, a Black Friday, pelo menos é o que os empresários do varejo esperam. No entanto, o volume de vendas não garante, por si só, resultados positivos. Isso porque a sustentabilidade dos negócios depende de diagnóstico prévio, controle de custos e organização interna. Como observa Luana Bispo, contadora e head contábil da Agilize, “o segredo da Black Friday está em vender bem sem comprometer a saúde financeira do negócio”.

Segundo avaliações da Agilize, muitos empreendedores ainda iniciam campanhas sem analisar margens, despesas operacionais e impacto dos descontos sobre o fluxo de caixa. Para Luana, essa prática representa um risco evidente: “antes de definir qualquer promoção, é essencial entender o custo real de cada produto e calcular até onde é possível reduzir o preço sem gerar prejuízo”. A ausência desse planejamento afeta diretamente o período pós-evento, quando surgem compromissos financeiros, reposição de estoque e recebimentos parcelados.

O desempenho das equipes também aparece como elemento decisivo. Surama Jurdi, CEO e fundadora da Surama Jurdi Academy, destaca que a preparação não começa no dia das ofertas, mas semanas antes. “Planejamento, comunicação clara e entusiasmo coletivo são pilares essenciais para campanhas de alto desempenho”, afirma. Em sua opinião, o entendimento da jornada do cliente e dos diferenciais da campanha contribui para um atendimento mais eficiente e alinhado à estratégia comercial.

Durante a operação, o acompanhamento contínuo permite ajustes rápidos. Surama ressalta que a liderança deve atuar de forma próxima e ativa, posicionamento que garante ao líder a possibilidade de monitorar, orientar e manter a motivação da equipe. “Essa é uma operação que exige atenção permanente e integração entre os canais de venda”, destaca.

O período pós-Black Friday também requer planejamento. Luana, da Agilize, comenta que o fluxo de caixa deve ser projetado antecipadamente, evitando desequilíbrios em função do aumento de parcelamentos e da reposição de mercadorias. “Não se trata apenas de vender mais, mas de garantir que o caixa suporte os compromissos que virão depois”, finaliza.


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