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Após um janeiro fraco, o número de vagas de trabalho do comércio varejista de material de construção da  Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) voltou a mostrar tração e apresentou uma geração de quase 500 postos de trabalho com carteira assinada, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foram 487 novos empregos, resultado de 3.437 admissões e 2.949 desligamentos, considerando um estoque formado por 96,3 mil vínculos ativos. 

No caso da cidade de São Paulo, o levantamento mostra a geração de 394 vagas em fevereiro, o melhor resultado absoluto dos últimos 13 meses. 

Evolução do saldo de empregos do varejo de material de construção – RMSP e São Paulo/SP

Fonte: Novo Caged

Dos segmentos analisados, aqueles com os maiores avanços de novos postos de trabalho foram:

  • Comércio varejista de ferragens e ferramentas: +142 vagas;
  • Comércio varejista de material de construção em geral: +111 vagas;
  • Comércio varejista de material elétrico: +101 vagas

Já no primeiro bimestre houve a geração de 546 empregos, após 8.018 admissões e 7.472 desligamentos. Na liderança ficaram os segmentos de ferragens e ferramentas e o de material elétrico, com +164 vagas cada um.

O economista Jaime Vasconcellos, acredita que, assim como ocorreu em geral no país, os dados de fevereiro do Novo Caged vieram acima do esperado. “Em geral, o que se vê ainda são sinais claros de uma economia doméstica aquecida, em especial sobre o pilar do consumo das famílias, o que acaba por impactar os setores mais próximos destes consumidores finais, como o varejo e alguns ramos do setor de serviços”. 

Tal cenário, aliado a um mês de fevereiro com mais dias úteis ajudou o segmento varejista de material de construção  a também possuir o melhor mês de fevereiro dos últimos anos. Como efeito comparativo, o segundo mês de 2022 havia marcado uma evolução de 545 vagas, seguido por +354 vagas no mesmo período de 2023 e +362 vagas em 2024. “Infelizmente a tendência é de não repetirmos cenário além do visto nesta última edição do Novo Caged nos próximos meses, ainda que seja razoável esperar novos saldos positivos de vagas”, adverte Jaime. Essa expectativa menos otimista se dá pelos efeitos esperados da atual política monetária vigente (de elevação dos juros), bem como dos impactos de demais fatores condicionantes do consumo das famílias que são preocupantes para 2025, como uma inflação persistente e os elevados níveis de endividamento dos consumidores.


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