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A proporção de pagamentos em atraso entre pessoas físicas nas operações de crédito com recursos livres chegou a 8,01% em agosto, o maior nível da série histórica iniciada em janeiro de 2017. Estudo do IBEVAR e da FIA Business School, elaborado a partir de dados do Banco Central, projeta continuidade da alta no último trimestre de 2026. Para outubro, a estimativa central é de 8,18%, com intervalo entre 7,81% e 8,54%. O resultado representa avanço de 0,17 ponto percentual em relação a agosto, último dado divulgado, e de 0,08 ponto sobre a projeção de setembro. Segundo a avaliação do estudo, é razoável esperar que o indicador fique entre a média e o limite superior da faixa estimada, de 8,18% a 8,54%.

Em novembro, a previsão é de 8,21%, com intervalo de 7,70% a 8,72%. Para dezembro, a taxa estimada alcança 8,29%, podendo variar entre 7,63% e 8,95%. “O crédito livre é onde o aperto das famílias aparece primeiro, e os dados ainda não mostram sinal de reversão”, afirma Claudio Felisoni de Angelo, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School.

Considerando o conjunto das operações de crédito das pessoas físicas, a parcela com atraso superior a 90 dias atingiu 6,03% em agosto, também o maior patamar da série. As projeções apontam taxas de 6,06% em outubro, 6,13% em novembro e 6,17% em dezembro. Os intervalos estimados são, respectivamente, de 5,78% a 6,34%, de 5,76% a 6,49% e de 5,72% a 6,62%.


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