O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas subiu 6,2 pontos em maio, passando de 61,2 (mínimo da série histórica) para 67,4 pontos. Nos dois meses anteriores, o índice havia acumulado perdas de 38,6 pontos e chegado ao menor nível da série histórica.

Em maio, a confiança subiu em todos os seis principais segmentos do comércio. Do ponto de vista de horizontes temporais, houve melhora na percepção do momento presente e das expectativas, que se tornaram ligeiramente menos pessimistas. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) avançou 8,4 pontos, para 69,3 pontos. O Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 3,7 pontos e atingiu 66,9 pontos, o segundo menor valor da série histórica iniciada em março de 2010.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas também contou com recuperação em maio e subiu 3,9 pontos. Para Viviane Seda Bittencourt, a alta foi influenciada pela revisão das expectativas, com ligeira redução do pessimismo em relação aos meses seguintes. “No momento presente, grande parte dos consumidores sentem os impactos da pandemia e avaliam piora na situação econômica geral e financeira das famílias. Com o orçamento doméstico comprometido pela necessidade de isolamento social levando a casos de redução de renda por demissão, suspensão de trabalho ou redução proporcional de salários e jornada de trabalho por pelo menos um membro familiar, as famílias de baixa renda são atualmente as que mais sentem dificuldades. A preocupação com o emprego e a incerteza elevada manterão os consumidores cautelosos nos próximos meses”, avalia.

Com relação aos próximos meses, o quesito que mede as expectativas sobre as finanças familiares foi o que mais contribuiu para melhora da confiança esse mês ao subir 8,8 pontos após quatro meses seguidos de queda e ter registrado o menor valor da série histórica no mês anterior (62,8 pontos). Apesar disso, a alta pontual apenas recupera 22,9% da perda acumulada desde o início do ano.

Entre as classes de renda, houve recuperação para todas exceto para famílias com menor poder aquisitivo (até R$ 2,1 mil), cujo ICC caiu 3,7 pontos. O resultado é influenciado pela continuidade na deterioração