Depois do aumento expressivo de outubro, o Índice de Reajuste de Preços de Venda Azure – Material de Construção (IRPA) caiu -0,36% em novembro. No acumulado os últimos doze meses, o indicador já atingiu os 6,18%. Essa tendência de queda foi também verificada pelo Índice Nacional de Construção Civil (Sinapi), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registrou a menor variação na parcela dos materiais de construção do ano, -0,17%, o que representou um recuo de 0,08 ponto percentual em relação a outubro.

Setembro e novembro de 2019 foram os únicos meses de 2019,, até o momento, que contaram com queda nos preços de material de construção.

O estudo do Sincomavi realizado a partir de informações coletadas pelo Sistema Azure em 210 pontos de venda (105 empresas de pequeno e médio portes), distribuídos na Região Metropolitana de São Paulo, Interior Paulista e Baixada Santista constatou também queda no faturamento médio dos varejos do segmento, passando de R$ 746.668,00, em outubro, para R$ 684.555,00, em novembro. Apesar desse desempenho negativo, a média de 2019 prossegue superior aos anos anteriores.

Outros indicadores

A margem bruta foi o único indicador que não sofreu recuo em novembro ao chegar aos 34,15% – o segundo melhor resultado de 2019, perdendo apenas para março (34,23%). No entanto, vale ressaltar mais uma vez, que a média alcançada este ano, 33,39%, se mostra abaixo das obtidas em exercícios anteriores: 34,95% (2017) e 33,49% (2018).

Por fim, o tíquete médio caiu de R$ 174,26, em outubro, o melhor resultado já registrado pelo estudo, para R$ 168,41%, em novembro.

Definitivamente, o mês passado não se mostrou positivo para o varejo de material de construção. Além dos desempenhos negativos registrados de faturamento e tíquete médio, o setor ainda contou com recuo no mercado de trabalho. Entretanto, existe uma expectativa para o varejo, inclusive de material de construção, muito favorável para 2020.