Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) mostram que 229 empregos com carteira assinada foram criados no comércio varejista de tintas, vidros e materiais de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) em novembro. Este saldo derivou-se de 2.156 admissões e 1.927 desligamentos e é amplamente superior ao resultado aferido no mesmo período de 2018, quando 60 vagas foram acrescidas. “Outro ponto importante é que se retoma a geração de emprego, paralisada pontualmente no mês de outubro”, comenta o economista Jaime Vasconcellos.

Geração de vínculos no varejo de materiais de construção da RMSP – 13 meses

Fonte: Caged

Considerando apenas a movimentação de mão de obra formal do setor na RMSP nos meses de novembro, observa-se que o setor alcançou o melhor desempenho para o período desde 2009, quando 769 novos vínculos foram criados.

Geração de vínculos no varejo de materiais de construção da RMSP – meses de novembro

Fonte: Caged

Os resultados acumulados de 2019 revelam uma evolução de quase 1,9 mil vagas formais no varejo de materiais de construção da RMSP. Os destaques estão nas lojas varejistas de ferragens, madeira e materiais de construção, com +1.630 empregos formais. Em doze meses, de dezembro de 2018 a novembro de 2019 ocorreu uma geração de 1.247 mil vagas, com destaque para as mesmas atividades. Ainda em 12 meses, é possível verificar o bom desempenho da capital paulista (+375 vagas), de Cajamar (+213 vagas) e de Osasco (+205 vagas).

Saldo do emprego com carteira assinada

“Dissemos em nosso último relatório que o dado negativo aferido em outubro pelo mercado de trabalho formal do varejo de materiais de construção e afins na RMSP era esperado, dada a sazonalidade negativa já conhecida”, ressalta o economista. Em sua opinião, o saldo positivo, e significativo, de novembro chama a atenção. “Até se esperava mais admissões que desligamentos, porém o maior resultado positivo desde 2009 para este mês surpreende. É mais um capítulo do processo de recuperação que o varejo em geral passa”. No caso específico do setor, a responsabilidade direta pelo desempenho favorável pode ser atribuída ao aquecimento do mercado imobiliário, puxado por juros mais baixos e confiança de empresários e famílias em elevação. “Mantêm-se as boas perspectivas para 2020”, finaliza Jaime.