Estudo realizado pelo Sincomavi, a partir de dados coletados pelo Sistema Azure em 210 pontos de venda (105 empresas de pequeno e médio portes), distribuídos na Região Metropolitana de São Paulo, Interior Paulista e Baixada Santista, mostra que o setor varejista de material de construção conseguiu recuperar terreno em relação ao último mês do ano passado. Em dezembro, o indicador de faturamento médio havia sofrido um recuo para R$ 580.573,00. Já em janeiro, ocorreu uma elevação para R$ 641.828,00. Apesar disso, esse valor se mantém aquém dos resultados obtidos em agosto, setembro, outubro e novembro de 2019 (confira no gráfico abaixo). No entanto, é bom ressaltar, que o desempenho alçando em janeiro deste ano se mostra bem superior em relação ao mesmo mês do ano passado, que ficou em R$ 578.265,00.

Faturamento médio janeiro 2020

Nada mais natural do que o tíquete médio acompanhar a recuperação registrada no faturamento do setor. Em janeiro, esse indicador ficou em R$ 165,64 contra os R$ 146,19 obtidos em dezembro de 2019. O resultado do primeiro mês de 2020 também se mostra superior à média obtida durante todo o ano passado, que ficou em R$ 163,67.   

Tíquete médio janeiro 2020

O Índice de Reajuste de Preços de Venda Azure – Material de Construção (IRPA) também contou com variação positiva em janeiro, 0,66%. No acumulado dos últimos doze meses, esse indicador chegou aos 5,85% – desempenho que deve superar com facilidade o Índice Nacional da Construção Civil (INCC). No ano passado, o INCC, medido pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou em 4,03%. Enquanto isso, o IRPA para o mesmo período chegou aos 6,27%.

Variação de preços de material de construção janeiro de 2020

A margem bruta, por sua vez, sofreu uma pequena retração ao passar de 34,92%, dezembro, para 34,66%, em janeiro. Entretanto, o resultado alcançado no primeiro mês de 2020 se mostra superior à média alcançada no passado: 33,52%.

Margem bruta janeiro de 2020

É preciso destacar que as elevações registradas no faturamento e tíquete médios devem ser atribuídas, mesmo que parcialmente, a influência do aumento dos preços do setor.  No ano passado, somente dois meses contaram com resultados negativos nesse indicador e em quatro meses foi possível verificar taxas superiores ou próximas de 1%, o que na atual realidade da economia brasileira se revelam muito altas.