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Dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que em novembro no Estado de São Paulo o custo médio do gasto de materiais de construção por m² da obra cresceu significativos 2,92% em relação ao mês anterior. O resultado é superior a inflação de outubro (+2,71%), que mesmo alta, tinha mostrado arrefecimento em relação aos 3,56% registrados em setembro.

Evolução da variação mensal do custo médio de materiais de construção
no Estado de São Paulo
Fonte: INCC/IBGE

Ressalta-se que o custo médio de obra por m² no Brasil evoluiu 1,82% em novembro, indo a R$1.252,10. No Estado de São Paulo houve evolução de 1,49%, atingindo os R$1.339,14. Em território paulista a parcela referente ao custo de materiais de construção ficou em R$694,76 e a de mão de obra em R$644,38.

Evolução do saldo de empregos do varejo de materiais de construção em 2020 – RMSP e São Paulo/SP

Tendo como referência apenas os materiais de construção, observa-se no ano, de janeiro a novembro, crescimento acumulado do custo do m² de 13,43% no Brasil e de 13,8% na economia paulista.

Evolução mensal do custo médio de materiais de construção do m² (R$)
Fonte: INCC/IBGE

O economista Jaime Vasconcellos comenta que os dados preocupam e revelam o descompasso entre produção da indústria de construção civil e a demanda aquecida no consumo final. “Tal desequilíbrio gera aumento mais severo de preços e até mesmo desabastecimento de algumas mercadorias cuja produção não consegue acompanhar um forte ritmo da recuperação das vendas, vista principalmente no segundo semestre de 2020”. Já é consenso do mercado que tais vendas se escoram no consumo familiar, no bom desempenho do mercado imobiliário, nos juros baixos à construção, facilidade nos financiamentos e na liquidez trazida pela poupança de classes mais altas e do auxílio emergencial às mais baixas.

“Como toda desestabilização tende a se dissipar na dinâmica econômica, que busca novo ponto de equilíbrio, é exatamente o arrefecimento do consumo das famílias com a elevação dos preços, do desemprego, possivelmente juros e o fim dos auxílios emergenciais e avanço das incertezas para o início de 2021 que deverão dar caráter pontual para o avanço significativo dos preços em 2020”, adverte Jaime.


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