{"id":7229,"date":"2021-11-03T13:04:56","date_gmt":"2021-11-03T16:04:56","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=7229"},"modified":"2021-11-03T13:04:57","modified_gmt":"2021-11-03T16:04:57","slug":"carta-de-conjuntura-novembro-de-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=7229","title":{"rendered":"Carta de Conjuntura &#8211; novembro de 2021"},"content":{"rendered":"<style>.wp-block-kadence-spacer.kt-block-spacer-_5b1a0e-dc .kt-block-spacer{height:60px;}.wp-block-kadence-spacer.kt-block-spacer-_5b1a0e-dc .kt-divider{border-top-width:1px;height:1px;border-top-color:#eee;width:80%;border-top-style:solid;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-spacer aligncenter kt-block-spacer-_5b1a0e-dc\"><div class=\"kt-block-spacer kt-block-spacer-halign-center\" style=\"height:60px\"><hr class=\"kt-divider\" style=\"border-top-color:#eee;border-top-width:1px;width:80%;border-top-style:solid\"\/><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Por Jaime Vasconcellos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos nos encaminhando para o fim de 2021 com muito mais frustra\u00e7\u00f5es que al\u00edvios no campo econ\u00f4mico, seja ao vislumbrar a conjuntura econ\u00f4mica do ano que vem, seja avaliando o pr\u00f3prio ritmo da reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica vivenciada no atual ano, em meio ao processo de avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o e controle da pandemia da Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>A frustra\u00e7\u00e3o com o cen\u00e1rio de 2021 se d\u00e1 primeiramente pelo pr\u00f3prio crescimento da economia brasileira, que se projetava poucos meses atr\u00e1s em mais de 5,5% e hoje j\u00e1 se sabe que provavelmente n\u00e3o atingir\u00e1 nem os 5%. A infla\u00e7\u00e3o \u00e9 persistente e proveniente desde secas e geadas ao destempero da irresponsabilidade fiscal, passando pelos impactos das oscila\u00e7\u00f5es internacionais e agudas do petr\u00f3leo e demais insumos com fluxos e pre\u00e7os alterados pela acomoda\u00e7\u00e3o produtiva e comercial p\u00f3s maiores impactos da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o controle da doen\u00e7a veio por meio de um processo de vacina\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e eficiente, ainda que com in\u00edcio em massa tardio. Por outro lado, o descontrole inflacion\u00e1rio for\u00e7a acr\u00e9scimos portentosos da taxa de juros para derrubar a demanda agregada e trazer a f\u00f3rceps o n\u00edvel geral de pre\u00e7os para a normalidade. Este esfor\u00e7o pode ser em v\u00e3o, dado que temos uma infla\u00e7\u00e3o de custos, provocada por choques e proveniente das incertezas do campo fiscal, agravado pelo rompimento do teto de gastos, um vital lastro de sinaliza\u00e7\u00e3o da responsabilidade com as contas p\u00fablicas nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, est\u00e1 sendo necess\u00e1rio trazer praticamente a 0% o crescimento econ\u00f4mico em 2022 para controlar um monstro mais desafiador que \u00e9 a infla\u00e7\u00e3o. Mesmo que ela, neste caso, n\u00e3o seja um fen\u00f4meno monet\u00e1rio. O resultado ser\u00e1, al\u00e9m de uma taxa p\u00edfia do PIB ano que vem, encarecimento de todas as linhas de cr\u00e9dito a fam\u00edlias e empresas e imposi\u00e7\u00e3o de freio \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de empregos. Isso tudo em um ano eleitoral, com as agruras de campanhas pol\u00edtico-partid\u00e1rias cheias de narrativas e poucas pr\u00e1ticas. Podemos esperar o c\u00e2mbio ainda mais vol\u00e1til, com infla\u00e7\u00e3o persistente, juros altos e desemprego ainda elevado, com bastante dificuldades principalmente aos mais fr\u00e1geis, os informais.<\/p>\n\n\n\n<p>De frustra\u00e7\u00e3o o brasileiro conhece. N\u00e3o nos parece que isso vai mudar no curto prazo, seja ao analisarmos os resultados de 2021, seja ao avaliarmos o futuro com 2022. Como j\u00e1 disse o grande economista, embaixador e pol\u00edtico Roberto Campos, \u201cInfelizmente, o Brasil n\u00e3o perde a oportunidade de perder oportunidades\u201d. Perdemos a oportunidade de debatermos e aprovarmos novas reformas estruturais, come\u00e7ando pela administrativa, passando pela tribut\u00e1ria e qui\u00e7\u00e1 demais outras. Batalhando pelo hoje e com alguma esperan\u00e7a no amanh\u00e3, cabe-nos como consumidores e empres\u00e1rios olhar o cen\u00e1rio econ\u00f4mico e nos preparar para suas realidades, desafios e continuarmos a tentativa perene de maior efici\u00eancia e produtividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo seguem nossas proje\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas atualizadas ainda para o encerramento de 2021:<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PIB:<\/strong> +4,8%<br><strong>IPCA\/IBGE:<\/strong> 9,5%<br><strong>SELIC: <\/strong>9,25%<br><strong>Taxa de C\u00e2mbio: <\/strong>5,45<br><strong>Balan\u00e7a comercial:<\/strong> + US$ 70 bi<br><strong>Vendas do varejo: <\/strong>+5,0%<br><strong>Volume dos servi\u00e7os: <\/strong>+4,5%<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jaime Vasconcellos. 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