{"id":4910,"date":"2020-09-09T12:16:43","date_gmt":"2020-09-09T15:16:43","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=4910"},"modified":"2020-09-09T14:17:11","modified_gmt":"2020-09-09T17:17:11","slug":"mesmo-com-producao-normalizada-preco-do-cobre-nao-para-de-subir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=4910","title":{"rendered":"Mesmo com produ\u00e7\u00e3o normalizada, pre\u00e7o do cobre n\u00e3o para de subir"},"content":{"rendered":"<style>.wp-block-kadence-spacer.kt-block-spacer-_545489-b2 .kt-block-spacer{height:60px;}.wp-block-kadence-spacer.kt-block-spacer-_545489-b2 .kt-divider{border-top-width:1px;height:1px;border-top-color:#eee;width:80%;border-top-style:solid;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-spacer aligncenter kt-block-spacer-_545489-b2\"><div class=\"kt-block-spacer kt-block-spacer-halign-center\" style=\"height:60px\"><hr class=\"kt-divider\" style=\"border-top-color:rgba(238, 238, 238, 1);border-top-width:1px;width:80%;border-top-style:solid\"\/><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>09\/09\/2020 | Por Rodrigo Scolaro, economista da Costdrivers.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s apresentar uma forte queda no primeiro trimestre, o cobre vem se tornando a estrela dos metais e chegou a alcan\u00e7ar, em julho, a maior cota\u00e7\u00e3o em dois anos. Antes impulsionada pela queda na produ\u00e7\u00e3o, ocasionada pela pandemia de Covid-19 que obrigou empresas em todo o mundo a diminuir o ritmo, a alta no pre\u00e7o n\u00e3o sofreu reflexo com a recupera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o chilena nos \u00faltimos meses, o que sugere que ele pode ter sido beneficiado com a recente fraqueza do d\u00f3lar americano.<\/p>\n\n\n\n<p>A cota\u00e7\u00e3o do cobre met\u00e1lico subiu 3,5% para $ US 6.633 a tonelada na semana de abertura em julho da London Metal Exchange (LME) &#8211; o que \u00e9 uma diferen\u00e7a consider\u00e1vel quando em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 baixa de US $ 4.320 a tonelada em meados de mar\u00e7o. A previs\u00e3o dos especialistas na commodity \u00e9 que o pre\u00e7o continue a subir pelos pr\u00f3ximos 18 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>O bom resultado \u00e9 devido ainda ao otimismo nos mercados financeiros chineses, cujos ganhos das a\u00e7\u00f5es locais superam a alta de todos os mercados mundiais. Pre\u00e7os mais altos v\u00e3o beneficiar mineradoras como a Freeport-McMoRan, a maior empresa de cobre com pap\u00e9is listados em bolsa.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator de impulsionamento de pre\u00e7os \u00e9 a intensidade do uso de cobre em ve\u00edculos el\u00e9tricos, no uso de energia renov\u00e1vel e outras iniciativas destinadas a reduzir as emiss\u00f5es de carbono das ind\u00fastrias de transporte e gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, principalmente em pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, o que resulta numa demanda crescente do metal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mineradoras cautelosas com a retomada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do in\u00edcio do relaxamento no isolamento e nas precau\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias impostas pela pandemia, a estatal chilena Codelco, maior produtora mundial de cobre, tem adotado uma abordagem cautelosa para retomar os seus grandes projetos de desenvolvimento, que foram suspensos no intuito de proteger seus trabalhadores. Uma das obras que podem ser retomadas em breve \u00e9 o projeto subterr\u00e2neo Chuquicamata, mesmo que a previs\u00e3o de ter a for\u00e7a completa de trabalho seja s\u00f3 para janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a retomada de projetos, considerados cruciais para que a estatal chilena mantenha sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o e, assim, alivie as preocupa\u00e7\u00f5es do mercado sobre poss\u00edveis cortes no fornecimento, a paralisa\u00e7\u00e3o parcial durante a pandemia pode ter consequ\u00eancias graves para a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com d\u00e9cadas de subinvestimento, a Codelco precisar\u00e1 gastar mais de US$ 40 bilh\u00f5es na pr\u00f3xima d\u00e9cada apenas para manter a produ\u00e7\u00e3o. A Cochilco, ag\u00eancia de cobre do governo, anunciou que a produ\u00e7\u00e3o de cobre do Chile deve cair 1,2% em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra empresa a atuar no Chile, a canadense Teck Resources foi igualmente cautelosa ao iniciar as obras de expans\u00e3o em sua mina Quebrada Blanca.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pandemia causa comportamento confuso no mercado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 de se espantar que o pre\u00e7o do cobre tenha sofrido tamanha oscila\u00e7\u00e3o desde o primeiro trimestre, por ocasi\u00e3o da pandemia de Covid-19, j\u00e1 que ele \u00e9 uma das commodities mais sens\u00edveis \u00e0s condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas. A surpresa do mercado \u00e9 quanto \u00e0 tamb\u00e9m alta nos pre\u00e7os do ouro e da prata, que, originalmente, t\u00eam um comportamento oposto em rela\u00e7\u00e3o ao cobre. Ou seja, quando um cai, os outros sobem, e vice-versa.<\/p>\n\n\n\n<p>O ouro, que apresentou leve queda no in\u00edcio da pandemia, subiu 30% desde o final de mar\u00e7o, e a prata, que caiu 34% no 1\u00ba trimestre, desde ent\u00e3o subiu impressionantes 98%. Este comportamento pode refletir a confus\u00e3o e as divis\u00f5es entre os investidores sobre o curso prov\u00e1vel do v\u00edrus e seus impactos econ\u00f4micos e de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>A alta do cobre explica-se inicialmente pela incid\u00eancia do coronav\u00edrus no Chile e no Peru, que produzem, juntos, cerca de 40 por cento do cobre mundial, afetando o fornecimento. Como a China parece estar emergindo mais rapidamente do que o resto do mundo dos efeitos econ\u00f4micos da pandemia, a demanda continua em alta.<\/p>\n\n\n\n<p>A trajet\u00f3ria dos pre\u00e7os do ouro e da prata pode significar que os investidores em metais preciosos n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o confiantes de que a pandemia terminar\u00e1 t\u00e3o logo ou t\u00e3o bem quanto os investidores em a\u00e7\u00f5es parecem acreditar, j\u00e1 que o ouro sempre foi um investimento de ref\u00fagio em tempos vol\u00e1teis e amea\u00e7adores, o que se encaixa na descri\u00e7\u00e3o de uma pandemia. Al\u00e9m da crise de sa\u00fade e suas implica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, h\u00e1 ainda a escalada das tens\u00f5es entre as duas maiores economias do mundo, os EUA e a China.<\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-spacer.kt-block-spacer-_18a2c9-7b .kt-block-spacer{height:60px;}.wp-block-kadence-spacer.kt-block-spacer-_18a2c9-7b .kt-divider{border-top-width:1px;height:1px;border-top-color:#eee;width:80%;border-top-style:solid;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-spacer aligncenter kt-block-spacer-_18a2c9-7b\"><div class=\"kt-block-spacer kt-block-spacer-halign-center\" style=\"height:60px\"><hr class=\"kt-divider\" style=\"border-top-color:rgba(238, 238, 238, 1);border-top-width:1px;width:80%;border-top-style:solid\"\/><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>09\/09\/2020 | Por Rodrigo Scolaro, economista da Costdrivers. 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