{"id":3547,"date":"2020-05-26T08:53:03","date_gmt":"2020-05-26T11:53:03","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=3547"},"modified":"2020-05-26T08:53:41","modified_gmt":"2020-05-26T11:53:41","slug":"covid-19-e-a-atualizacao-dos-impactos-mensurados-no-varejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=3547","title":{"rendered":"Covid-19 e a atualiza\u00e7\u00e3o dos impactos mensurados no varejo"},"content":{"rendered":"\n<p>26\/05\/2020 | Por Jaime Vasconcellos, economista.<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda quinzena de abril apresentamos aos associados e demais amigos do Sincomavi os primeiros n\u00fameros divulgados pela grande m\u00eddia da mensura\u00e7\u00e3o do ritmo de vendas no varejo de materiais de constru\u00e7\u00e3o com o impacto da Covid-19 e do isolamento social inerente ao avan\u00e7o de tal epidemia. Em verdade, ainda n\u00e3o s\u00e3o tantos indicadores poss\u00edveis para observa\u00e7\u00e3o, dado que aferir o desempenho setorial n\u00e3o \u00e9 algo simples, ainda mais num momento t\u00e3o complicado para coletar informa\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas. A maior parte dos respondentes dessas pesquisas est\u00e1 fora do seu ambiente de trabalho, sejam eles consumidores, gestores ou empres\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos aos n\u00fameros mais atualizados. Os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) s\u00e3o de mar\u00e7o, in\u00edcio dos impactos mais severos da pandemia na economia e seus setores. A Pesquisa Mensal do Com\u00e9rcio (PMC) nos mostrou que o volume de vendas do varejo restrito, quando se excluem informa\u00e7\u00f5es de automotivas e de materiais de constru\u00e7\u00e3o, recuou 2,5% em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro e 1,2% tendo como refer\u00eancia mar\u00e7o do ano passado. Para exemplificar, as vendas de vestu\u00e1rio foram cerca de 40% menor e as atividades que comercializam g\u00eaneros aliment\u00edcios avan\u00e7aram mais de 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o varejo ampliado, quando se consideram as categorias autom\u00f3veis e materiais de constru\u00e7\u00e3o, houve queda de 13,7% em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro e 6,3% na contraposi\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o de 2019. Somente o volume de vendas de materiais de constru\u00e7\u00e3o contou com uma queda de, respectivamente, 17,1% e 7,6%. No acumulado do trimestre a perda alcan\u00e7ou os -2,3%, quando se espelham os mesmos tr\u00eas meses do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Cielo do Varejista Ampliado (ICVA), da rede de meios de pagamento Cielo, mostra que o faturamento nominal do varejo brasileiro caiu 29% desde 01 de mar\u00e7o de 2020. Isso em compara\u00e7\u00e3o aos dias equivalentes de fevereiro de 2020. O pior momento foi o que compreende a \u00faltima semana de mar\u00e7o at\u00e9 a primeira quinzena de abril. &nbsp;As atividades de bens n\u00e3o dur\u00e1veis est\u00e3o praticamente est\u00e1veis em vendas, desde o per\u00edodo supracitado, com queda na margem. J\u00e1 os ramos comerciais de dur\u00e1veis (-43,5%) e servi\u00e7os (-60,7%) s\u00e3o os que mais sofrem desde mar\u00e7o. O setor de materiais para constru\u00e7\u00e3o apresentou queda de -10,3% no acumulado, sendo que nas duas semanas de maio houve crescimento de 8,3% (1\u00aa) e 6,0% (2\u00aa).<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, o que se observa, com rela\u00e7\u00e3o ao varejo de materiais de constru\u00e7\u00e3o, \u00e9 que ele sofre com a queda das vendas, mas n\u00e3o tanto quanto outras atividades varejistas , como vestu\u00e1rio, m\u00f3veis, autom\u00f3veis etc. A n\u00e3o paralisa\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o civil e a restri\u00e7\u00e3o mais branda ao atendimento do p\u00fablico auxiliou tal processo. Ainda que n\u00e3o tenhamos ainda dados oficiais do IBGE para abril, o ICVA da Cielo d\u00e1 boas perspectivas que o m\u00eas de abril foi duro ao setor, ainda que equilibrando ao seu fim, com n\u00fameros j\u00e1 positivos em maio. Assim esperamos. Para o bem da economia, desse ramo especificamente, de suas empresas e de tantos postos de trabalhos ligados a ele.<\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-spacer.kt-block-spacer-_93ae08-ce .kt-block-spacer{height:60px;}.wp-block-kadence-spacer.kt-block-spacer-_93ae08-ce .kt-divider{border-top-width:1px;height:1px;border-top-color:#eee;width:80%;border-top-style:solid;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-spacer aligncenter kt-block-spacer-_93ae08-ce\"><div class=\"kt-block-spacer kt-block-spacer-halign-center\" style=\"height:60px\"><hr class=\"kt-divider\" style=\"border-top-color:rgba(238, 238, 238, 1);border-top-width:1px;width:80%;border-top-style:solid\"\/><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>26\/05\/2020 | Por Jaime Vasconcellos, economista. 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