{"id":17174,"date":"2026-09-14T15:14:40","date_gmt":"2026-09-14T18:14:40","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=17174"},"modified":"2026-09-14T15:14:40","modified_gmt":"2026-09-14T18:14:40","slug":"estudo-aponta-risco-de-aumento-no-fechamento-de-empresas-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=17174","title":{"rendered":"Estudo aponta risco de aumento no fechamento de empresas em 2026"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2026-09-14T18:08:50.127Z\">14 de setembro de 2026<\/time><\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil pode registrar em 2026 um dos maiores n\u00edveis de fechamento de empresas do varejo dos \u00faltimos anos. A proje\u00e7\u00e3o faz parte de estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), em parceria com a FIA Business School, que analisou dados de 13 segmentos entre 2011 e 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O modelo estat\u00edstico desenvolvido pelos pesquisadores isolou o efeito de cada ano sobre o encerramento das atividades empresariais, descontando caracter\u00edsticas estruturais espec\u00edficas de cada setor. Os resultados indicam que os maiores impactos da s\u00e9rie ocorreram em per\u00edodos marcados por crises institucionais e pol\u00edticas combinadas a outros fatores econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2018, ano da greve dos caminhoneiros, das elei\u00e7\u00f5es presidenciais e do desgaste provocado pela Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, o impacto calculado foi de 25,9 pontos percentuais adicionais no fechamento de empresas. O resultado representa o maior choque identificado no per\u00edodo analisado. O segundo maior impacto ocorreu em 2021, quando a revers\u00e3o da formaliza\u00e7\u00e3o por meio do Microempreendedor Individual (MEI) coincidiu com o aumento da taxa Selic, que passou de 2% para 9,25% em 12 meses. O efeito estimado foi de 21,3 pontos percentuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os n\u00fameros superaram os registrados durante a recess\u00e3o de 2015 e 2016. Segundo o levantamento, o per\u00edodo, marcado por queda de aproximadamente 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), acrescentou 5,5 pontos percentuais ao fechamento de empresas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs dados s\u00e3o claros: crise pol\u00edtica e ruptura institucional fecham mais empresas do que recess\u00e3o econ\u00f4mica pura. O mercado brasileiro tolera mal a incerteza institucional \u2014 muito pior do que tolera a incerteza econ\u00f4mica convencional\u201d, afirma Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impactos variam entre segmentos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento tamb\u00e9m identificou diferen\u00e7as estruturais entre as atividades do varejo. Vestu\u00e1rio e Acess\u00f3rios apresentou o maior \u00edndice de fechamento cr\u00f4nico, com 20,35 pontos acima da refer\u00eancia. Na sequ\u00eancia aparecem Alimentos Especializados, com 14,5 pontos, e Tecidos e Armarinho, com 10,6 pontos. No sentido contr\u00e1rio, Farm\u00e1cias e Sa\u00fade, com 2,5 pontos negativos, e Esporte e Lazer, com 4,6 pontos negativos, apresentaram maior resist\u00eancia aos per\u00edodos analisados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa diferen\u00e7a, entretanto, diminui diante de crises de maior intensidade. Em 2018, at\u00e9 o segmento apontado como mais resistente registrou taxa de fechamento de 23,5%, acima do pior resultado observado em um ano considerado normal para o setor mais vulner\u00e1vel da s\u00e9rie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para avaliar 2026, os pesquisadores compararam o cen\u00e1rio atual com quatro situa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas consideradas pelo modelo: ano normal, 2015, 2018 e 2021. De acordo com o estudo, as caracter\u00edsticas do atual ano eleitoral e o ambiente de crise institucional aproximam o per\u00edodo de 2018, e n\u00e3o do choque predominantemente macroecon\u00f4mico registrado em 2015. \u201cPelos par\u00e2metros hist\u00f3ricos, 2026 n\u00e3o se parece com 2015 \u2014 se parece com 2018\u201d, acrescenta Felisoni.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caso essa analogia se confirme, o estudo aponta que o fechamento de empresas poder\u00e1 alcan\u00e7ar patamares pr\u00f3ximos aos observados nos dois per\u00edodos de maior impacto identificados na s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil pode registrar em 2026 um dos maiores n\u00edveis de fechamento de empresas do varejo dos \u00faltimos anos. 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