{"id":16709,"date":"2026-07-22T09:05:00","date_gmt":"2026-07-22T12:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=16709"},"modified":"2026-07-22T08:28:53","modified_gmt":"2026-07-22T11:28:53","slug":"empresas-recorrem-a-aposentados-para-preservar-conhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=16709","title":{"rendered":"Empresas recorrem a aposentados para preservar conhecimento"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2026-07-22T11:05:38.820Z\">22 de julho de 2026<\/time><\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transi\u00e7\u00e3o geracional nas empresas tem levado organiza\u00e7\u00f5es a adotar estrat\u00e9gias para preservar o conhecimento acumulado por profissionais experientes e preparar novas lideran\u00e7as. Pesquisa da Robert Half mostra que 32% das companhias consideram manter profissionais aposentados como consultores ou conselheiros para reduzir a perda de capital intelectual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento, realizado com 100 executivos brasileiros, aponta que a preserva\u00e7\u00e3o da expertise de profissionais das gera\u00e7\u00f5es Baby Boomers e X tornou-se prioridade diante da aposentadoria gradual de lideran\u00e7as e das mudan\u00e7as no perfil das novas gera\u00e7\u00f5es, mais conectadas ao ambiente digital e a novos modelos de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mario Cust\u00f3dio, diretor de recrutamento executivo da Robert Half, comenta que a aposentadoria passou a ser encarada de forma diferente por muitos profissionais. &#8220;Uma parcela relevante dos profissionais n\u00e3o quer simplesmente se desligar, mas continuar contribuindo de outras formas. Quando a organiza\u00e7\u00e3o abre espa\u00e7o para novos modelos, a exemplo de oportunidades como conselheiros ou consultores, mant\u00e9m acesso a um capital intelectual que levaria anos para ser reconstru\u00eddo&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as principais iniciativas adotadas pelas empresas para preservar o conhecimento institucional, o uso de tecnologia lidera o ranking. Cerca de 49% dos executivos apontam investimentos em ferramentas para registrar e compartilhar o conhecimento organizacional. Em seguida aparecem a implementa\u00e7\u00e3o de sistemas de gest\u00e3o do conhecimento (46%), programas de capacita\u00e7\u00e3o para novas lideran\u00e7as (46%), iniciativas de colabora\u00e7\u00e3o entre diferentes gera\u00e7\u00f5es (37%) e workshops de transfer\u00eancia de conhecimento (35%). Programas de mentoria e mentoria reversa tamb\u00e9m foram citados por 35% dos entrevistados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cust\u00f3dio lembra ainda que o per\u00edodo atual representa uma oportunidade limitada para que as empresas promovam a transfer\u00eancia de conhecimento enquanto essas lideran\u00e7as ainda permanecem em atividade. &#8220;Mentorias, tanto tradicionais quanto reversas, v\u00eam ganhando espa\u00e7o porque criam uma troca real. Profissionais em in\u00edcio de carreira adquirem conhecimentos valiosos sobre o neg\u00f3cio, enquanto os mais experientes se beneficiam de novas perspectivas e formas de trabalhar, influenciando positivamente a maneira como pensam e atuam&#8221;, observa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da preserva\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia acumulada, as organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m direcionam esfor\u00e7os para desenvolver futuras lideran\u00e7as. As principais estrat\u00e9gias identificadas pela pesquisa s\u00e3o o desenvolvimento de lideran\u00e7as orientadas por prop\u00f3sito (48%) e a oferta de oportunidades de aprendizado pr\u00e1tico (48%), seguidas pela integra\u00e7\u00e3o de temas relacionados \u00e0 sa\u00fade mental e bem-estar aos programas de forma\u00e7\u00e3o gerencial (45%). Tamb\u00e9m aparecem iniciativas voltadas \u00e0 diversidade e inclus\u00e3o, programas com foco em perfil empreendedor e treinamentos flex\u00edveis, todos com 37% das respostas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o diretor da Robert Half, o interesse das novas gera\u00e7\u00f5es por cargos executivos depende cada vez mais de uma constru\u00e7\u00e3o estruturada da carreira. &#8220;Existe uma mudan\u00e7a interessante no comportamento das novas gera\u00e7\u00f5es. Nem todo mundo enxerga a lideran\u00e7a executiva como pr\u00f3ximo passo natural. Isso exige das companhias um desenho mais intencional dessa jornada, com experi\u00eancias concretas e visibilidade real sobre o impacto do cargo. Quando isso acontece, o interesse tende a surgir de forma mais consistente&#8221;, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa foi realizada de forma online por uma empresa independente, a pedido da Robert Half, com a participa\u00e7\u00e3o de 100 executivos brasileiros, incluindo profissionais de n\u00edvel C-level, membros de conselhos, diretores e gestores.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A transi\u00e7\u00e3o geracional nas empresas tem levado organiza\u00e7\u00f5es a adotar estrat\u00e9gias para preservar o conhecimento acumulado por profissionais experientes e preparar novas lideran\u00e7as. 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