{"id":16575,"date":"2026-07-06T09:03:00","date_gmt":"2026-07-06T12:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=16575"},"modified":"2026-07-05T08:10:52","modified_gmt":"2026-07-05T11:10:52","slug":"custo-do-credito-empresarial-e-o-mais-caro-desde-julho-de-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=16575","title":{"rendered":"Custo do cr\u00e9dito empresarial \u00e9 o mais caro desde julho de 2017"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2026-07-05T11:04:22.809Z\">5 de julho de 2026<\/time><\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por Jaime Vasconcellos, economista.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O custo do cr\u00e9dito para empresas voltou a alcan\u00e7ar um dos patamares mais elevados dos \u00faltimos dez anos. De acordo com o Banco Central, a taxa m\u00e9dia das opera\u00e7\u00f5es com recursos livres destinadas a pessoas jur\u00eddicas chegou, em maio, a 1,89% ao m\u00eas, o que corresponde a 25,19% ao ano. Trata-se do maior n\u00edvel registrado desde julho de 2017, sinalizando um cen\u00e1rio financeiro mais dif\u00edcil para empresas que realizam investimentos, mant\u00eam postos de trabalho e contribuem para a sustenta\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><strong>Evolu\u00e7\u00e3o da taxa m\u00e9dia anual de juros das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito com recursos livres no Brasil, nos meses de dezembro &#8211; Pessoas Jur\u00eddicas (%)<\/strong><\/h2>\n\n\n<style>.kb-image16575_db7f45-53 .kb-image-has-overlay:after{opacity:0.3;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-image kb-image16575_db7f45-53\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"295\" src=\"https:\/\/sincomavi.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/juros1.png\" alt=\"\" class=\"kb-img wp-image-16576\" srcset=\"https:\/\/sincomavi.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/juros1.png 512w, https:\/\/sincomavi.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/juros1-300x173.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: BCB<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda que a taxa Selic n\u00e3o seja o \u00fanico elemento a definir o custo do cr\u00e9dito, ela tem papel importante na forma\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es financeiras do mercado. Quando a Selic permanece em n\u00edvel elevado, as institui\u00e7\u00f5es financeiras passam a captar recursos a custos maiores e tendem a transferir parte desse aumento para as empresas. Com isso, o acesso ao financiamento fica mais caro, justamente em um per\u00edodo em que muitos neg\u00f3cios j\u00e1 enfrentam alto endividamento e aumento da inadimpl\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como forma de auxiliar o varejista, comparamos as taxas m\u00e9dias de juros das dez principais modalidades de cr\u00e9dito utilizadas pelas empresas entre maio de 2025 e maio de 2026. Embora a taxa m\u00e9dia geral tenha subido apenas de 1,82% para 1,89% ao m\u00eas, algumas linhas registraram altas mais expressivas, como a conta garantida (que atingiu 4,18% ao m\u00eas), o capital de giro rotativo (que atingiu 2,59% ao m\u00eas) e o cart\u00e3o de cr\u00e9dito rotativo, que alcan\u00e7ou elevados 11,01% ao m\u00eas. J\u00e1 o cheque especial variou menos, mas se manteve na lideran\u00e7a como a modalidade com os juros mais elevados, aos 13,58% ao m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><strong>Evolu\u00e7\u00e3o da taxa m\u00e9dia MENSAL dos juros em opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito \u00e0s Pessoas Jur\u00eddicas &#8211; Brasil (%)<\/strong><\/h2>\n\n\n<style>.kb-image16575_de6198-e6 .kb-image-has-overlay:after{opacity:0.3;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-image kb-image16575_de6198-e6\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"248\" src=\"https:\/\/sincomavi.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/juros2.png\" alt=\"\" class=\"kb-img wp-image-16577\" srcset=\"https:\/\/sincomavi.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/juros2.png 512w, https:\/\/sincomavi.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/juros2-300x145.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>AN\u00c1LISE ECON\u00d4MICA<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Forma\n\nO conte\u00fado gerado por IA pode estar incorreto.\" src=\"blob:https:\/\/sincomavi.org.br\/9a28947d-34b3-4a9a-971b-443bc85a26c5\" width=\"22\" height=\"22\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os efeitos desse cen\u00e1rio atingem o com\u00e9rcio varejista com especial intensidade, uma vez que o setor \u00e9 afetado pelos juros altos em duas frentes. No \u00e2mbito da opera\u00e7\u00e3o, o empres\u00e1rio passa a lidar com um custo financeiro mais elevado. Linhas como capital de giro, financiamento de estoques, antecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis e cr\u00e9dito para expans\u00e3o ficam mais caras, pressionando as margens e levando muitas empresas a adiar planos de moderniza\u00e7\u00e3o ou crescimento. Ao mesmo tempo, o avan\u00e7o da inadimpl\u00eancia aumenta a percep\u00e7\u00e3o de risco por parte das institui\u00e7\u00f5es financeiras, o que torna o cr\u00e9dito mais seletivo e custoso, sobretudo para neg\u00f3cios que j\u00e1 operam com maior endividamento. As perspectivas para os pr\u00f3ximos meses tamb\u00e9m seguem pouco favor\u00e1veis. Com a infla\u00e7\u00e3o acima do esperado, as proje\u00e7\u00f5es para a Selic foram ajustadas para cima. Enquanto no in\u00edcio de 2026 se estimava que os juros b\u00e1sicos encerrariam o ano pouco acima de 12% ao ano, o cen\u00e1rio atualmente considerado mais prov\u00e1vel aponta para uma taxa pr\u00f3xima de 14% ao ano at\u00e9 o fim de 2026, prolongando o per\u00edodo de cr\u00e9dito caro para as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do lado do consumidor, o varejo tamb\u00e9m enfrenta impactos relevantes. Com juros mais altos e presta\u00e7\u00f5es mais pesadas, as fam\u00edlias tendem a reduzir compras financiadas, priorizar gastos essenciais e adiar aquisi\u00e7\u00f5es de maior valor, o que limita o desempenho das vendas. Assim, o setor \u00e9 pressionado tanto pelo encarecimento de sua opera\u00e7\u00e3o quanto pela perda de for\u00e7a da demanda. Nesse contexto, a tomada de novos empr\u00e9stimos deve ser analisada com cautela, avaliando se o retorno esperado justifica o custo elevado do capital. Mais do que nunca, uma gest\u00e3o financeira s\u00f3lida torna-se um diferencial competitivo. Manter liquidez, acompanhar de perto o fluxo de caixa, renegociar prazos, melhorar a gest\u00e3o dos estoques e escolher investimentos com retorno compat\u00edvel ao custo do dinheiro ser\u00e3o medidas fundamentais para enfrentar um ambiente em que os juros devem permanecer altos por mais tempo do que se previa.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jaime Vasconcellos, economista. O custo do cr\u00e9dito para empresas voltou a alcan\u00e7ar um dos patamares mais elevados dos \u00faltimos dez anos. De acordo com o Banco Central, a taxa m\u00e9dia das opera\u00e7\u00f5es com recursos livres destinadas a pessoas jur\u00eddicas chegou, em maio, a 1,89% ao m\u00eas, o que corresponde a 25,19% ao ano. 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