{"id":14982,"date":"2025-11-26T07:50:38","date_gmt":"2025-11-26T10:50:38","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=14982"},"modified":"2025-11-26T07:50:39","modified_gmt":"2025-11-26T10:50:39","slug":"carta-de-conjuntura-novembro-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=14982","title":{"rendered":"Carta de Conjuntura &#8211; novembro 2025"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-11-26T07:50:38-03:00\">26 de novembro de 2025<\/time><\/div>\n\n\n<p><strong>Por Jaime Vasconcellos, economista.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estamos chegando mais pr\u00f3ximos ao \u00faltimo m\u00eas de 2025. \u00c9 um momento interessante para analisarmos um pouco do que foi este ano, deixando para o m\u00eas que vem as primeiras impress\u00f5es do que nos aguarda em 2026. E olha que se no atual ano tivemos uma dicotomia entre os resultados do primeiro semestre com os j\u00e1 previstos do segundo, para o ano que vem adiantamos que a tend\u00eancia de arrefecimento n\u00e3o mudou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando citamos que o ano de 2025 \u00e9 marcado por per\u00edodos de oposi\u00e7\u00e3o quanto ao ritmo de avan\u00e7o da atividade econ\u00f4mica, n\u00e3o \u00e9 algo t\u00e3o surpreendente. Ap\u00f3s o crescimento da economia em 3,4% ano passado (bem acima das previs\u00f5es iniciais), era esperado que houvesse um \u201cempurr\u00e3o\u201d positivo \u00e0 economia em seu in\u00edcio de 2025. E foi o que ocorreu. O agro puxou para cima o PIB no 1\u00b0 trimestre e o consumo das fam\u00edlias se manteve razoavelmente resiliente, at\u00e9 sustentado por um mercado de trabalho bastante aquecido.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no final do 1\u00b0 semestre a desacelera\u00e7\u00e3o prevista para a 2\u00aa metade do ano come\u00e7ou a se apresentar. O cen\u00e1rio de pre\u00e7os internos ainda resistentes e os maiores impactos dos juros elevados na economia real (consumo e investimento) come\u00e7ou a dar as caras. A nossa taxa de crescimento no 2\u00b0 trimestre foi 1\/3 da vista no 1\u00b0 trimestre (com ajustes sazonais) e a pr\u00e9via do PIB (o IBC-BR) do 3\u00b0 trimestre j\u00e1 nos mostrou uma retra\u00e7\u00e3o de 0,9% em rela\u00e7\u00e3o ao 2\u00b0 (novamente com ajuste sazonal).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, observa-se que, embora o mercado de trabalho ainda tenha sustentado a renda das fam\u00edlias ao longo deste ano, tal rendimento foi progressivamente corro\u00eddo por uma infla\u00e7\u00e3o que apenas recentemente apresentou sinais de desacelera\u00e7\u00e3o. Adicionalmente, o or\u00e7amento familiar foi impactado pelos elevados patamares de endividamento e inadimpl\u00eancia, reduzindo a margem dispon\u00edvel para novos consumos. Por fim, a atual pol\u00edtica monet\u00e1ria afetou as concess\u00f5es de cr\u00e9dito, encarecendo as linhas tanto para pessoas jur\u00eddicas quanto f\u00edsicas, e restringindo, assim, a expans\u00e3o da renda desses agentes econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, 2025 ser\u00e1 lembrado como um ano de progresso inicial impulsionado pelo bom avan\u00e7o econ\u00f4mico de 2024, mas tamb\u00e9m por uma perda de ritmo causada pela pol\u00edtica monet\u00e1ria voltada ao controle da infla\u00e7\u00e3o (mesmo que em meio ao descontrole fiscal vigente). Embora os juros elevados sejam uma solu\u00e7\u00e3o dura, eles afetam diretamente o potencial de crescimento do pa\u00eds. Para 2026, mesmo que os juros comecem a cair durante o ano, espera-se que a desacelera\u00e7\u00e3o da economia continue. Isso exigir\u00e1 ainda mais planejamento, efici\u00eancia e boa gest\u00e3o tanto dos empres\u00e1rios quanto dos consumidores, seja na administra\u00e7\u00e3o do fluxo de caixa dos neg\u00f3cios ou no controle do or\u00e7amento das fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTIMATIVAS PARA A ECONOMIA BRASILEIRA NO FECHAMENTO DE 2025:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>PIB:<\/strong> 2,2%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Infla\u00e7\u00e3o (IPCA\/IBGE)<\/strong>: 4,4%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa SELIC<\/strong>: 15,00% a.a.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa de C\u00e2mbio:<\/strong> 5,40<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Balan\u00e7a comercial (em US$)<\/strong>: + 65 bi<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa de desocupa\u00e7\u00e3o ao fim do ano (PNADc\/IBGE):<\/strong> 5,8%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Volume de vendas do com\u00e9rcio ampliado BR (PMC IBGE\/12 meses)<\/strong>: +1,7%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Volume de servi\u00e7os BR (PMS IBGE\/12 meses)<\/strong>: +3,0%<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jaime Vasconcellos, economista. 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