{"id":14612,"date":"2025-10-06T10:47:00","date_gmt":"2025-10-06T13:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=14612"},"modified":"2025-10-06T09:05:20","modified_gmt":"2025-10-06T12:05:20","slug":"empresas-avancam-na-adocao-da-ia-mas-investimento-e-gestao-ainda-travam-resultados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=14612","title":{"rendered":"Ado\u00e7\u00e3o da IA avan\u00e7a, mas investimento e gest\u00e3o ainda travam resultados"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-10-06T10:47:00-03:00\">6 de outubro de 2025<\/time><\/div>\n\n\n<p>A intelig\u00eancia artificial (IA) consolidou-se em 2025 como elemento central das opera\u00e7\u00f5es empresariais. O que antes era tratado como promessa de inova\u00e7\u00e3o passou a integrar a estrutura operacional de companhias de diferentes setores. No entanto, apesar do avan\u00e7o, a maturidade no uso da tecnologia ainda \u00e9 desigual no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisa <a href=\"https:\/\/liga.amcham.com.br\/panorama2026\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Panorama 2026<\/strong><\/a>, da Amcham Brasil e Humanizadas, a IA \u00e9 considerada prioridade n\u00famero um para o pr\u00f3ximo ano. Mesmo assim, 77% das empresas destinam at\u00e9 2% de seus or\u00e7amentos \u00e0 tecnologia. Apenas 9% afirmam investir acima de 5%, e somente 3% conseguiram transformar a intelig\u00eancia artificial em novas receitas ou vantagem competitiva. \u201cA empresa que n\u00e3o investir nem aprender a criar modelos e processos a partir das oportunidades tecnol\u00f3gicas que a IA oferece desde j\u00e1 abrir\u00e1 uma lacuna que poder\u00e1 inviabilizar a competitividade do seu neg\u00f3cio\u201d, afirma Marcelo Rodrigues, diretor executivo de Inova\u00e7\u00e3o e Novos Neg\u00f3cios da Amcham Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A tend\u00eancia mundial, segundo o especialista em inova\u00e7\u00e3o digital Luis Molla Veloso, \u00e9 tratar a intelig\u00eancia artificial como produto e n\u00e3o como projeto experimental. \u201cAs empresas que ganharam em 2025 foram as que trataram IA como programa de produto, com m\u00e9tricas de custo por tarefa, governan\u00e7a de dados e hip\u00f3teses de retorno validadas em produ\u00e7\u00e3o\u201d, explica. Ele destaca ainda que o diferencial competitivo est\u00e1 na capacidade de mensurar resultados e integrar a tecnologia \u00e0 rotina de neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o impacto da IA tem sido mais vis\u00edvel em \u00e1reas voltadas ao relacionamento com o cliente. O levantamento da Amcham mostra que 59% das empresas a utilizam em atendimento e experi\u00eancia do consumidor, e 54% em marketing e vendas. Em fun\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas, como finan\u00e7as e planejamento, o uso ainda \u00e9 limitado. Essa concentra\u00e7\u00e3o reflete a vis\u00e3o da IA como ferramenta complementar, e n\u00e3o como motor de transforma\u00e7\u00e3o estrutural.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os exemplos de sucesso, grandes companhias nacionais demonstram ganhos de efici\u00eancia e personaliza\u00e7\u00e3o. A Ambev utilizou IA preditiva para rotas log\u00edsticas, o Ita\u00fa reduziu em 40% o tempo de atendimento com agentes inteligentes e o Magazine Luiza aumentou convers\u00f5es ao personalizar ofertas em m\u00faltiplos canais. Casos como esses evidenciam que a tecnologia, quando aplicada com planejamento e m\u00e9tricas claras, pode elevar produtividade e rentabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, os obst\u00e1culos permanecem. As principais barreiras apontadas pelas empresas s\u00e3o a falta de capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica (64%), aus\u00eancia de estrat\u00e9gia definida (52%) e baixa qualidade dos dados internos (43%). Para Marcelo, da Amcham Brasil, os entraves n\u00e3o s\u00e3o apenas tecnol\u00f3gicos. \u201cOs maiores desafios s\u00e3o humanos e organizacionais. A dificuldade em executar a estrat\u00e9gia e a resist\u00eancia cultural superam as limita\u00e7\u00f5es de acesso \u00e0 tecnologia\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa \u00e9 que 2026 marque uma nova etapa: a da mensura\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia artificial com o mesmo rigor aplicado \u00e0s receitas e resultados operacionais. Em um cen\u00e1rio cada vez mais competitivo, empresas que integrarem a tecnologia aos seus processos e cultura ter\u00e3o maior capacidade de adapta\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e crescimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A intelig\u00eancia artificial (IA) consolidou-se em 2025 como elemento central das opera\u00e7\u00f5es empresariais. O que antes era tratado como promessa de inova\u00e7\u00e3o passou a integrar a estrutura operacional de companhias de diferentes setores. 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