{"id":14491,"date":"2025-09-19T10:11:00","date_gmt":"2025-09-19T13:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=14491"},"modified":"2025-09-19T08:49:06","modified_gmt":"2025-09-19T11:49:06","slug":"saude-mental-no-trabalho-da-exigencia-legal-ao-impacto-da-hiperconexao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=14491","title":{"rendered":"Sa\u00fade mental no trabalho: da exig\u00eancia legal ao impacto da hiperconex\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-09-19T10:11:00-03:00\">19 de setembro de 2025<\/time><\/div>\n\n\n<p>O debate sobre sa\u00fade mental nas empresas ganha novas camadas em 2025. De um lado, a terceira edi\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio de Seguran\u00e7a Psicol\u00f3gica em Organiza\u00e7\u00f5es, lan\u00e7ado pela plataforma Moodar, aponta que fatores como imprevisibilidade, percep\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a e lideran\u00e7a ineficaz est\u00e3o entre os principais riscos psicossociais que afetam a for\u00e7a de trabalho. \u201cFatores como lideran\u00e7a ineficaz, falta de apoio, percep\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a e sobrecarga emocional n\u00e3o apenas afetam a sa\u00fade mental, mas impactam diretamente o engajamento, reten\u00e7\u00e3o e produtividade\u201d, afirma B\u00e1rbara Medeiros Lippi, cofundadora e diretora executiva da Moodar.<\/p>\n\n\n\n<p>De outro, estudo da Vidalink revela que o uso intensivo de tecnologia \u2013 com notifica\u00e7\u00f5es constantes, expectativa de resposta imediata e hiperconex\u00e3o \u2013 tem ampliado quadros de ansiedade, especialmente entre jovens profissionais. Leonardo Abrah\u00e3o, psic\u00f3logo e presidente do Instituto de Desenvolvimento Janeiro Branco, comenta que o excesso de notifica\u00e7\u00f5es, a telepress\u00e3o no trabalho pela expectativa de respostas imediatas e o doomscrolling noturno colocam profissionais em estado de hipervigil\u00e2ncia. &#8220;Isso gera fadiga, prejudica o sono e aumenta a rumina\u00e7\u00e3o mental\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>A converg\u00eancia desses dados refor\u00e7a um alerta para o ambiente corporativo: os riscos psicossociais n\u00e3o apenas comprometem a sa\u00fade emocional, como tamb\u00e9m afetam engajamento, reten\u00e7\u00e3o de talentos, produtividade e competitividade das empresas. Em ambos os levantamentos, o papel das lideran\u00e7as aparece como decisivo. \u201cNa pr\u00e1tica, o l\u00edder \u00e9 quem d\u00e1 o tom da cultura organizacional: quando exerce escuta ativa, reconhece o esfor\u00e7o da equipe e oferece clareza sobre expectativas, cria um ambiente de confian\u00e7a e pertencimento. Por outro lado, quando falha nesse apoio, amplia a vulnerabilidade emocional\u201d, observa B\u00e1rbara, da Moodar.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo legal, a atualiza\u00e7\u00e3o da Norma Regulamentadora n\u00ba 1 (NR-1), que entra em vigor em maio de 2026, amplia as responsabilidades dos empregadores ao incluir a obrigatoriedade de identificar, avaliar e controlar riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). B\u00e1rbara Lippi alerta que essa mudan\u00e7a \u00e9 decisiva: \u201cAo transformar os riscos psicossociais em uma obriga\u00e7\u00e3o legal dentro do PGR, a norma tira o tema do campo da sensibiliza\u00e7\u00e3o e o coloca no centro da estrat\u00e9gia de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do Trabalho\u201d. Nesse contexto, o consenso mostra ser essencial \u00e0s empresas manter processos de sele\u00e7\u00e3o bem-estruturados, capazes de identificar potenciais fragilidades antes da contrata\u00e7\u00e3o, reduzindo a probabilidade de problemas futuros com colaboradores que j\u00e1 apresentaram hist\u00f3rico de adoecimento emocional em outras companhias.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, o relat\u00f3rio da Vidalink revela ainda que a ansiedade j\u00e1 \u00e9 um dos sintomas mais comuns entre trabalhadores brasileiros. Em 2024, 41% dos empregados de grandes empresas afirmaram sentir-se ansiosos na maior parte dos dias, enquanto dados oficiais apontaram mais de 470 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior \u00edndice em uma d\u00e9cada. \u201cEmpresas que n\u00e3o colocarem a sa\u00fade mental no centro da estrat\u00e9gia perder\u00e3o competitividade. Absente\u00edsmo, presente\u00edsmo e alta rotatividade corroem resultados silenciosamente\u201d, alerta Luis Gonzalez, CEO e cofundador da Vidalink.<\/p>\n\n\n\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que as estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o ultrapassem as campanhas peri\u00f3dicas, como o Setembro Amarelo, e se transformem em pol\u00edticas permanentes. Isso inclui tanto medidas estruturais \u2014 como mapeamento de riscos, planos de desenvolvimento e integra\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental ao PGR \u2014 quanto iniciativas pr\u00e1ticas, como higieniza\u00e7\u00e3o digital, defini\u00e7\u00e3o de limites de uso da tecnologia e oferta de benef\u00edcios voltados ao bem-estar. Nesse cen\u00e1rio, empresas do com\u00e9rcio e de outros setores precisam agir em duas frentes: atender \u00e0s exig\u00eancias legais e, ao mesmo tempo, enfrentar os desafios trazidos pela hiperconex\u00e3o no mundo do trabalho contempor\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O debate sobre sa\u00fade mental nas empresas ganha novas camadas em 2025. 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