{"id":14444,"date":"2025-09-16T08:36:30","date_gmt":"2025-09-16T11:36:30","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=14444"},"modified":"2025-09-16T08:36:32","modified_gmt":"2025-09-16T11:36:32","slug":"carta-de-conjuntura-setembro-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=14444","title":{"rendered":"Carta de Conjuntura &#8211; setembro 2025\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-09-16T08:36:30-03:00\">16 de setembro de 2025<\/time><\/div>\n\n\n<p><strong>Por Jaime Vasconcellos, economista.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que se alerta para o processo de arrefecimento da economia brasileira nesta segunda metade do ano. Em nossa carta de conjuntura do m\u00eas de agosto, inclusive, mostramos que a previs\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) indicava tal trajet\u00f3ria. Por\u00e9m, foram os dados da nossa economia no segundo trimestre de 2025 que acabaram por evidenciar este cen\u00e1rio, agora ainda refor\u00e7ado por meio dos ajustes nas proje\u00e7\u00f5es para o fim deste ano e j\u00e1 para 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos aos n\u00fameros: o PIB brasileiro que havia crescido 1,3% no primeiro trimestre, avan\u00e7ou apenas 0,4% no segundo trimestre de 2025. Ambas as compara\u00e7\u00f5es contra os tr\u00eas meses anteriores e com ajuste sazonal. E s\u00f3 crescemos este \u00faltimo percentual devido ao mercado de trabalho ainda se mostrar resiliente e conseguir sustentar o consumo das fam\u00edlias (+0,5%) e, consequentemente, o setor de servi\u00e7os. J\u00e1 o valor adicionado do Com\u00e9rcio ficou no \u201czero a zero\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica \u00e9 especialmente atribu\u00edda ao impacto da pol\u00edtica de juros elevados, implementada como medida para conter a infla\u00e7\u00e3o. Apesar de poss\u00edveis al\u00edvios pontuais previstos para o in\u00edcio do segundo semestre, sobretudo em agosto, o n\u00edvel geral de pre\u00e7os deve permanecer acima da meta estabelecida pelo Banco Central em 2025. Al\u00e9m disso, a continuidade dos altos gastos p\u00fablicos contribui para a persist\u00eancia das press\u00f5es inflacion\u00e1rias, o que dificulta uma redu\u00e7\u00e3o significativa das taxas de juros. Mesmo diante de expectativas de queda da taxa Selic j\u00e1 em 2025 devido \u00e0 menor din\u00e2mica econ\u00f4mica, tal cen\u00e1rio ainda se apresenta menos prov\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>E como se n\u00e3o bastasse as expectativas para o crescimento da economia brasileira ficarem cada vez mais pr\u00f3ximas dos 2% em 2025, sendo que se j\u00e1 projetou algo mais pr\u00f3ximo dos 2,4%, para o ano que vem o Boletim Focus (Banco Central) mostra que estamos mais pr\u00f3ximos de +1,8% de avan\u00e7o, que os +2,0% que j\u00e1 foi citado em algum momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de reconhecer o desafio atual para a expans\u00e3o econ\u00f4mica, destaca-se a responsabilidade dos agentes econ\u00f4micos, incluindo os varejistas representados pelo Sincomavi na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, em replanejar as suas estrat\u00e9gias e aprimorar a efici\u00eancia operacional. O contexto de juros elevados exige uma gest\u00e3o rigorosa do fluxo de caixa e a preserva\u00e7\u00e3o do capital de giro pr\u00f3prio. O consumo retra\u00eddo demanda aten\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de estoques, defini\u00e7\u00e3o precisa do portf\u00f3lio de produtos e adequa\u00e7\u00e3o da precifica\u00e7\u00e3o. Adicionalmente, a proje\u00e7\u00e3o de n\u00fameros reduzidos para 2026 refor\u00e7a a necessidade de maior prud\u00eancia na avalia\u00e7\u00e3o de investimentos significativos pelas empresas. Essas indica\u00e7\u00f5es podem parecer reflex\u00f5es superficiais e, para alguns, um tanto exageradas demais, por\u00e9m, os n\u00fameros aqui apresentados n\u00e3o mentem, haver\u00e1 mais dificuldades daqui para frente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">ESTIMATIVAS PARA A ECONOMIA BRASILEIRA NO FECHAMENTO DE 2025:<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>PIB: <\/strong>2,2%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Infla\u00e7\u00e3o (IPCA\/IBGE):<\/strong> 4,7%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa SELIC: <\/strong>15,00% a.a.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa de C\u00e2mbio:<\/strong> 5,55<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Balan\u00e7a comercial (em US$):<\/strong> + 65 bi<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa de desocupa\u00e7\u00e3o ao fim do ano (PNADc\/IBGE): <\/strong>6,2%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Volume de vendas do com\u00e9rcio ampliado BR (PMC IBGE\/12 meses): <\/strong>+1,5%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Volume de servi\u00e7os BR (PMS IBGE\/12 meses):<\/strong> +3,0%<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jaime Vasconcellos, economista. 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