{"id":14191,"date":"2025-08-13T11:34:08","date_gmt":"2025-08-13T14:34:08","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=14191"},"modified":"2025-08-13T11:34:10","modified_gmt":"2025-08-13T14:34:10","slug":"seguranca-no-trabalho-nao-cabe-somente-ao-rh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=14191","title":{"rendered":"Seguran\u00e7a no trabalho n\u00e3o cabe somente ao RH"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-08-13T11:34:08-03:00\">13 de agosto de 2025<\/time><\/div>\n\n\n<p><strong>Por Patricia Ansarah, psic\u00f3loga organizacional com mais de 20 anos atuando em RH e como executiva de grandes empresas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem \u00e9, afinal, o respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a de um colaborador? A pergunta pode parecer simples, mas exp\u00f5e um problema recorrente no ambiente corporativo: tratar a Norma Regulamentadora n\u00ba 1 (NR-1), que estabelece diretrizes gerais para a gest\u00e3o de seguran\u00e7a e sa\u00fade no trabalho, como um tema restrito a um \u00fanico setor. Quando isso acontece, a empresa como um todo perde.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender o cen\u00e1rio, \u00e9 preciso olhar para os n\u00fameros. Segundo dados do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, o Brasil registrou 724.228 acidentes de trabalho em 2024. Do total, 74,3% foram acidentes t\u00edpicos, ou seja, ocorridos durante a execu\u00e7\u00e3o das atividades profissionais. Outros 24,6% ocorreram no trajeto entre casa e trabalho, enquanto apenas 1% esteve relacionado a doen\u00e7as ocupacionais. Em termos de gravidade, 61,07% resultaram em afastamentos de at\u00e9 15 dias, e 11,91% exigiram afastamentos mais longos, acima de duas semanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desses dados, torna-se evidente a import\u00e2ncia das Normas Regulamentadoras (NRs), que n\u00e3o s\u00e3o sugest\u00f5es ou boas pr\u00e1ticas, mas normas com for\u00e7a de lei, elaboradas para preservar a vida e a integridade f\u00edsica e emocional dos trabalhadores<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A NR-1, em especial, passou por importantes atualiza\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos anos. Com a incorpora\u00e7\u00e3o do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e do Programa de Gerenciamento de Riscos, ela passou a exigir das empresas uma postura mais ativa e estrat\u00e9gica diante dos perigos que rondam o ambiente de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa responsabilidade vai al\u00e9m da seguran\u00e7a f\u00edsica. Em um contexto de alta nos casos de depress\u00e3o, ansiedade e burnout, a NR-1 tamb\u00e9m se conecta \u00e0 sa\u00fade mental dos trabalhadores. A pandemia apenas escancarou um quadro que j\u00e1 vinha se formando, com ambientes t\u00f3xicos, metas desumanas, sobrecarga e lideran\u00e7as despreparadas para lidar com o sofrimento ps\u00edquico das equipes<strong>.&nbsp;<\/strong>S\u00e3o fatores que muitas vezes n\u00e3o aparecem nos laudos m\u00e9dicos imediatamente, mas se revelam no aumento do turnover e na queda da produtividade<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, empresas que investem em a\u00e7\u00f5es preventivas, como treinamentos, canais de escuta ativa<strong>,&nbsp;<\/strong>apoio psicol\u00f3gico estruturado&nbsp;e&nbsp;capacita\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as<strong>,&nbsp;<\/strong>saem na frente. N\u00e3o se trata de modismo, tampouco de assistencialismo, mas de uma gest\u00e3o com&nbsp;impacto direto na sustentabilidade da opera\u00e7\u00e3o<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda recortes que n\u00e3o podem ser ignorados. As mulheres, por exemplo, enfrentam com mais frequ\u00eancia sobrecarga emocional<strong>,&nbsp;<\/strong>microagress\u00f5es e ass\u00e9dio. S\u00e3o tamb\u00e9m as que mais adoecem mentalmente no ambiente de trabalho, em raz\u00e3o de cobran\u00e7as silenciosas, muitas vezes invis\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Para essas e outras realidades, a NR-1 oferece um caminho objetivo que determina \u00e0s empresas o mapeamento de riscos, acompanhar indicadores e ajustar pr\u00e1ticas conforme as condi\u00e7\u00f5es reais do trabalho<strong>.<\/strong>\u00a0O objetivo n\u00e3o \u00e9 apenas cumprir uma exig\u00eancia legal, mas construir ambientes mais seguros, humanos e sustent\u00e1veis<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>Aviso<\/strong>: Os artigos assinados reproduzidos neste site s\u00e3o de responsabilidade exclusiva de seus autores. As opini\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es contidas nos textos n\u00e3o representam necessariamente a posi\u00e7\u00e3o institucional do Sincomavi.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Patricia Ansarah, psic\u00f3loga organizacional com mais de 20 anos atuando em RH e como executiva de grandes empresas. Quem \u00e9, afinal, o respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a de um colaborador? 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