{"id":14038,"date":"2025-07-15T10:47:21","date_gmt":"2025-07-15T13:47:21","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=14038"},"modified":"2025-07-15T10:47:58","modified_gmt":"2025-07-15T13:47:58","slug":"carta-de-conjuntura-julho-de-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=14038","title":{"rendered":"Carta de Conjuntura &#8211; julho de 2025"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-07-15T10:47:21-03:00\">15 de julho de 2025<\/time><\/div>\n\n\n<p><strong>Por Jaime Vasconcellos, economista.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A conjuntura econ\u00f4mica brasileira nas \u00faltimas semanas tem se caracterizado por cen\u00e1rios contrastantes. No \u00e2mbito interno, observa-se uma infla\u00e7\u00e3o em desacelera\u00e7\u00e3o, embora ainda acima da meta estabelecida pelo Banco Central. O mercado de trabalho mant\u00e9m-se resiliente, sustentando a demanda interna e promovendo revis\u00f5es positivas para as proje\u00e7\u00f5es do PIB de 2025. Paralelamente, o ambiente econ\u00f4mico tem sido impactado por an\u00e1lises e proje\u00e7\u00f5es sobre os efeitos adversos decorrentes da sobretaxa americana de 50% sobre produtos brasileiros. Assim, inicia-se a segunda metade do ano com uma postura pragm\u00e1tica, diante de not\u00edcias tanto favor\u00e1veis quanto desfavor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto dom\u00e9stico, as estimativas para o crescimento econ\u00f4mico brasileiro se aproximam de 2,5% para 2025, valor superior ao registrado em alguns per\u00edodos passados, que era at\u00e9 abaixo dos 2%. Esse avan\u00e7o decorre principalmente do fortalecimento do consumo interno, diretamente relacionado \u00e0 resili\u00eancia do mercado de trabalho, que preserva a renda das fam\u00edlias. Destaca-se, ainda, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o de 6,2%, a menor para o m\u00eas de maio desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de mais de um milh\u00e3o de empregos formais entre janeiro e maio deste ano (dados do Novo Caged).<\/p>\n\n\n\n<p>Adicionalmente, a economia dom\u00e9stica apresenta sinais de modera\u00e7\u00e3o inflacion\u00e1ria nos \u00faltimos meses, mesmo que o IPCA acumulado em doze meses atinja 5,35%, ainda superior \u00e0 meta de 3%. Essa desacelera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os tem contribu\u00eddo para a estabiliza\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros, que deve se manter em 15% a.a. pelo menos at\u00e9 o fim de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o cen\u00e1rio at\u00e9 ent\u00e3o sugira uma trajet\u00f3ria positiva, \u00e9 importante ressaltar que a continuidade desse ritmo de expans\u00e3o econ\u00f4mica ocorre apesar do elevado patamar dos juros, cujos efeitos restritivos dever\u00e3o se intensificar nos pr\u00f3ximos meses. A expectativa \u00e9 de que estes n\u00edveis elevados persistam ao menos at\u00e9 2026, resultando em uma gradual desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto externo, destaca-se o impacto da recente eleva\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria de 50% imposta pelo governo Trump sobre produtos brasileiros exportados aos EUA. Ainda que seja prematuro mensurar as perdas potenciais, existe o risco de reciprocidade e de poss\u00edvel escalonamento das tarifas, com consequ\u00eancias relevantes para empresas exportadoras e suas regi\u00f5es envolvidas. Al\u00e9m dos efeitos microecon\u00f4micos, h\u00e1 tend\u00eancia de press\u00e3o cambial, potencial desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda, impacto nos pre\u00e7os e, consequentemente, novas discuss\u00f5es sobre a pol\u00edtica de juros, afetando toda a cadeia econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, projeta-se que o segundo semestre, sucedendo um primeiro relativamente est\u00e1vel, ser\u00e1 marcado por maior cautela, incerteza e volatilidade. Tais fatores tendem a influenciar negativamente o ritmo do crescimento econ\u00f4mico, na medida em que elevam os riscos percebidos por consumidores e empres\u00e1rios (inclusive do varejo representado pelo Sincomavi), reduzindo seus respectivos apetites por novos consumos e investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTIMATIVAS PARA O FECHAMENTO DE 2025 DA ECONOMIA BRASILEIRA:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>PIB:<\/strong> 2,3%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Infla\u00e7\u00e3o (IPCA\/IBGE)<\/strong>: 5,1%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa SELIC<\/strong>: 15,00% a.a.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa de C\u00e2mbio:<\/strong> 5,80<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Balan\u00e7a comercial (em US$)<\/strong>: + 75 bi<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa de desocupa\u00e7\u00e3o ao fim do ano (PNADc\/IBGE):<\/strong> 6,5%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Volume de vendas do com\u00e9rcio ampliado BR (PMC IBGE\/12 meses)<\/strong>: +2,5%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Volume de servi\u00e7os BR (PMS IBGE\/12 meses)<\/strong>: +3,0%<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jaime Vasconcellos, economista. 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