{"id":13938,"date":"2025-07-01T09:24:32","date_gmt":"2025-07-01T12:24:32","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=13938"},"modified":"2025-06-30T09:31:35","modified_gmt":"2025-06-30T12:31:35","slug":"inteligencias-emocional-e-agil-saia-do-discurso-e-melhore-a-lideranca-com-essas-habilidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=13938","title":{"rendered":"Intelig\u00eancias Emocional e \u00c1gil: saia do discurso e melhore a lideran\u00e7a com essas habilidades"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-07-01T09:24:32-03:00\">1 de julho de 2025<\/time><\/div>\n\n\n<p><strong>Por Rejane Matos, diretora da Thomas Brasil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora a Intelig\u00eancia Emocional (IE) seja debatida h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas \u2013 especialmente ap\u00f3s a populariza\u00e7\u00e3o do termo pelo psic\u00f3logo Daniel Goleman nos anos 1990 \u2013, ainda permanece, para muitas empresas, como uma compet\u00eancia mal compreendida e pouco desenvolvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que entrou no vocabul\u00e1rio corporativo, a IE passou a integrar programas de treinamento, entrevistas de emprego e metas de desenvolvimento de l\u00edderes. Ainda assim, a dist\u00e2ncia entre conhecer o conceito e aplic\u00e1-lo de forma efetiva \u00e9 grande, o que representa um risco estrat\u00e9gico nas pr\u00e1ticas de gest\u00e3o de pessoas. Afinal, a capacidade de perceber, compreender e gerenciar as pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es e as dos outros est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de ambientes de trabalho mais saud\u00e1veis, produtivos e colaborativos.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa&nbsp;<em>O que torna um funcion\u00e1rio engajado<\/em>, realizada pela Thomas International \u2013 l\u00edder global em solu\u00e7\u00f5es de psicometria \u2013 com mais de 300 trabalhadores no Reino Unido, aponta que diferentes tra\u00e7os emocionais t\u00eam impacto direto no n\u00edvel de engajamento. No mundo, apenas 15% dos funcion\u00e1rios se declaram engajados, segundo pesquisa da Gallup que j\u00e1 tem alguns anos. Posteriormente, o custo do desengajamento nas empresas americanas foi estimado em US$ 350 bilh\u00f5es, de acordo com um levantamento da Walden University.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu estudo, a Thomas revela que a IE funciona como um recurso pessoal, que apoia o indiv\u00edduo a lidar com as press\u00f5es do cotidiano, mantendo-o motivado, concentrado e envolvido.<\/p>\n\n\n\n<p>E a relev\u00e2ncia dela vai al\u00e9m do engajamento. Afinal, l\u00edderes com alta intelig\u00eancia emocional t\u00eam 40% mais chances de obter sucesso em contextos de transforma\u00e7\u00e3o, de acordo com a Harvard Business Review. Ou seja, essa habilidade \u00e9 um diferencial decisivo, sobretudo em cen\u00e1rios inst\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais recentemente, a intelig\u00eancia emocional ganhou uma parceira estrat\u00e9gica: a Intelig\u00eancia \u00c1gil. Se a IE nos ensina a construir rela\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas e desenvolver autoconhecimento, a Intelig\u00eancia \u00c1gil prepara l\u00edderes e organiza\u00e7\u00f5es para navegar com flexibilidade diante de mudan\u00e7as r\u00e1pidas e incertezas crescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 essa agilidade emocional que permite ajustar rotas, reinventar estrat\u00e9gias e transformar crises em oportunidades. A pandemia, as revolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e as mudan\u00e7as sociais recentes escancararam esse ponto: quem resiste \u00e0 mudan\u00e7a fica para tr\u00e1s. J\u00e1 quem desenvolve agilidade e intelig\u00eancia emocional transforma instabilidade em combust\u00edvel para inova\u00e7\u00e3o e crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edderes que combinam essas duas compet\u00eancias possuem diferenciais: s\u00e3o emp\u00e1ticos sem perder a objetividade, adapt\u00e1veis sem se tornarem reativos, humanos sem abrir m\u00e3o da capacidade de decis\u00e3o. Essa combina\u00e7\u00e3o impacta diretamente nos resultados. Ambientes emocionalmente inteligentes reduzem conflitos, fortalecem o engajamento e melhoram a reten\u00e7\u00e3o de talentos, o que acaba por fazer as empresas economizarem em rescis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse ponto \u00e9 especialmente relevante no Brasil, que tem uma das maiores taxas de rotatividade do mundo. Dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) indicam uma taxa anual de 51,3% \u2013 ou seja, a cada dois colaboradores, um foi desligado ou pediu demiss\u00e3o nos \u00faltimos 12 meses. Metade dessas sa\u00eddas s\u00e3o volunt\u00e1rias, refor\u00e7ando a urg\u00eancia de ambientes que promovam seguran\u00e7a emocional e conex\u00f5es reais.<\/p>\n\n\n\n<p>Equipes com alta IE se tornam mais resilientes, criativas e colaborativas. J\u00e1 l\u00edderes \u00e1geis tomam decis\u00f5es com mais seguran\u00e7a mesmo em contextos ca\u00f3ticos, transmitindo confian\u00e7a \u00e0 equipe e sustentando a performance diante da press\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio est\u00e1 em como desenvolver essas habilidades. Apesar de sua import\u00e2ncia amplamente reconhecida, ainda s\u00e3o poucos os profissionais que contam com apoio estruturado para evoluir nessas compet\u00eancias. Para mudar o cen\u00e1rio, \u00e9 fundamental que as empresas invistam em ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o que identifiquem com precis\u00e3o o perfil emocional e adaptativo de seus l\u00edderes, servindo de base para planos de desenvolvimento individualizados e estrat\u00e9gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desse diagn\u00f3stico, o desenvolvimento deixa de ser abstrato e passa a seguir uma trilha estruturada: treinamentos, mentorias, feedbacks constantes e viv\u00eancias que desafiem o profissional a sair da sua zona de conforto. Fortalecer essas compet\u00eancias n\u00e3o pode ser encarado como um projeto pontual, mas tem que ser um compromisso cont\u00ednuo com a evolu\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a e da cultura organizacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas que desejam preparar suas lideran\u00e7as para os desafios do presente (e n\u00e3o apenas do futuro) precisam tratar a Intelig\u00eancia Emocional e a Intelig\u00eancia \u00c1gil com mais responsabilidade. N\u00e3o basta mencion\u00e1-las no discurso institucional: \u00e9 preciso transform\u00e1-las em pilares reais das decis\u00f5es, das rela\u00e7\u00f5es e do crescimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rejane Matos, diretora da Thomas Brasil. 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