{"id":13263,"date":"2025-02-24T13:29:57","date_gmt":"2025-02-24T16:29:57","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=13263"},"modified":"2025-02-24T13:29:58","modified_gmt":"2025-02-24T16:29:58","slug":"carta-de-conjuntura-fevereiro-de-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=13263","title":{"rendered":"Carta de Conjuntura &#8211; fevereiro de 2025"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-02-24T13:29:57-03:00\">24 de fevereiro de 2025<\/time><\/div>\n\n\n<p>Por Jaime Vasconcellos, economista.<\/p>\n\n\n\n<p>Se em janeiro fal\u00e1vamos que havia pouca mudan\u00e7a no cen\u00e1rio conjuntural da economia brasileira, em fevereiro as coisas parecem que pioraram um pouco, ainda que tenha ocorrido marginalmente, houve degrada\u00e7\u00e3o nas proje\u00e7\u00f5es de dois dos principais indicadores macroecon\u00f4micos, o PIB (Produto Interno Bruto) e a Infla\u00e7\u00e3o, ambos avaliados pelo Boletim Focus, do Banco Central.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do PIB projetado para 2025, aquela t\u00edmida ascens\u00e3o semana a semana do percentual estimado n\u00e3o apenas paralisou, como voltou a ficar pr\u00f3xima dos 2%, o que traz certo ceticismo a um cen\u00e1rio de alguns otimistas, que o nosso PIB cresceria mais pr\u00f3ximo dos 2,5% no atual ano. J\u00e1 a infla\u00e7\u00e3o novamente ficou no foco nos debates, at\u00e9 porque se sabe que as baixas varia\u00e7\u00f5es de janeiro foram causadas por efeitos at\u00edpicos, como de energia el\u00e9trica, e que j\u00e1 em fevereiro um salto bem mais significativo deve ser registrado no IPCA (\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo \u2013 IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>E no caso da press\u00e3o dos pre\u00e7os, cabe-nos uma considera\u00e7\u00e3o adicional: se a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds esteve pr\u00f3xima dos 5% no acumulado de 2024, para 2025 ela come\u00e7a a ser estimada cada vez mais pr\u00f3xima dos 6%, o que \u00e9 perigoso para al\u00e9m do tamanho do aumento, pois nem o avan\u00e7o sucessivo dos juros parece causar o impacto necess\u00e1rio e esperado de arrefecimento nos pre\u00e7os. Isso volta a trazer a discuss\u00e3o se estamos ou n\u00e3o vivenciando uma chamada \u201cdomin\u00e2ncia fiscal\u201d, fen\u00f4meno no qual a expans\u00e3o dos gastos p\u00fablicos (lado fiscal) inibe os efeitos contracionistas de uma pol\u00edtica monet\u00e1ria (aumento de juros) que visa desacelerar o aumento dos pre\u00e7os m\u00e9dios no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sejamos sinceros, \u00e9 o aumento do custo de vida, especialmente advindo do pre\u00e7o de alimentos, que tem causado os maiores impactos aos or\u00e7amentos familiares e reduzindo a confian\u00e7a dos consumidores. Este cen\u00e1rio no m\u00ednimo inc\u00f4modo na economia real tem causado severos impactos pol\u00edticos ao atual Governo, o qual tenta desvencilhar a sua responsabilidade neste fen\u00f4meno e come\u00e7a a cada vez mais se preocupar com a queda de popularidade nos \u00edndices de aprova\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, mesmo um mercado de trabalho aquecido h\u00e1 alguns anos, a despeito da razo\u00e1vel desacelera\u00e7\u00e3o prevista para 2025, a gera\u00e7\u00e3o de renda parece n\u00e3o adiantar muito para uma percep\u00e7\u00e3o de melhoria de vida do consumidor. \u00c9 relevante dizer, n\u00e3o basta renda formal ser gerada, se ela pouco \u00e9 dispon\u00edvel para o novo consumo frente aos elevados \u00edndices de endividamento das fam\u00edlias e o pouco ainda que resta dos sal\u00e1rios acaba por ter o seu poder de compra avariado por uma infla\u00e7\u00e3o persistente e calcada especialmente em itens b\u00e1sicos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 com este cen\u00e1rio adverso que analisamos os pilares conjunturais da economia brasileira em 2025, sabendo inclusive que a tend\u00eancia n\u00e3o \u00e9 de respiro no segundo semestre, pelo contr\u00e1rio. Com o impacto de juros mais altos, os pr\u00f3ximos meses tendem a ser ainda mais desafiadores que a primeira metade do ano. Abaixo, portanto, refor\u00e7amos uma piora nas expectativas dos principais indicadores do cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico do pa\u00eds:<\/p>\n\n\n\n<p>Estimativa para o fechamento de 2025:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>PIB: 2,0%<\/li>\n\n\n\n<li>Infla\u00e7\u00e3o (IPCA\/IBGE): 5,9%<\/li>\n\n\n\n<li>Taxa SELIC: 15% a.a.<\/li>\n\n\n\n<li>Taxa de C\u00e2mbio: 6,00<\/li>\n\n\n\n<li>Balan\u00e7a comercial (em US$): + 75 bi<\/li>\n\n\n\n<li>Taxa de desocupa\u00e7\u00e3o ao fim do ano (PNADc\/IBGE): 6,7%<\/li>\n\n\n\n<li>Volume de vendas do com\u00e9rcio ampliado BR (PMC IBGE\/12 meses): +2,2%<\/li>\n\n\n\n<li>Volume de servi\u00e7os BR (PMS IBGE\/12 meses): +2,0%<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jaime Vasconcellos, economista. 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