{"id":1304,"date":"2019-09-24T09:16:27","date_gmt":"2019-09-24T12:16:27","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=1304"},"modified":"2019-09-24T10:26:22","modified_gmt":"2019-09-24T13:26:22","slug":"nao-esta-no-dna-das-empresas-a-cultura-da-prevencao-de-crises-de-imagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=1304","title":{"rendered":"N\u00e3o est\u00e1 no DNA das empresas a cultura da preven\u00e7\u00e3o de crises de imagem"},"content":{"rendered":"\n<p>Profissionais de comunica\u00e7\u00e3o gostam de falar sobre gest\u00e3o de crise, tema relevante para o universo corporativo e que a maioria das empresas n\u00e3o gosta de ouvir. \u00c9 at\u00e9 poss\u00edvel entender a raz\u00e3o: boa parte dos gestores das empresas que se fazem de surdas se considera imune aos eventos adversos, vacinados contra a &#8220;mala suerte&#8221;. Contudo, a realidade mostra que as crises corporativas n\u00e3o est\u00e3o relacionadas \u00e0 supersti\u00e7\u00e3o, \u00e0 sorte ou azar; elas simplesmente acontecem. E pior, em grande medida por falha humana. Quer dizer, poderiam muito bem ser evitadas. Parafraseando o grande artista pop americano dos anos 60, Andy Warhol, especialistas dizem que uma vez em suas &#8220;vidas&#8221;, todas as empresas ter\u00e3o ao menos quinze minutos de crise. A conferir!<\/p>\n\n\n\n<p>A par\u00e1frase da fala premonit\u00f3ria de Warhol \u2013 &#8220;no futuro todo mundo ser\u00e1 famoso durante quinze minutos&#8221; &#8211; pode soar como piada sem gra\u00e7a ou como alerta, dependendo da compreens\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o de cada um. O tempo, em raz\u00e3o da gravidade da ocorr\u00eancia, tanto pode ser pouco como pode ser muito, n\u00e3o apenas pela gravidade da ocorr\u00eancia e seu alcance, mas tamb\u00e9m pela forma como ser\u00e1 administrado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fato, contudo, que se a empresa contar com um sistema ativo, ainda que m\u00ednimo, de preven\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de crises, a solu\u00e7\u00e3o do problema, quase sempre grave para a imagem e os neg\u00f3cios das empresas, ser\u00e1 possivelmente mais r\u00e1pida e os danos mitigados.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, n\u00e3o \u00e9 o que acontece. N\u00e3o existe no &#8220;DNA&#8221; da maioria das empresas a cultura da preven\u00e7\u00e3o de crises. O que ocorre normalmente \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o perplexa diante do fato adverso, ou seja, da crise j\u00e1 instalada. E esta car\u00eancia gen\u00e9tica se faz presente em empresas nacionais e multinacionais, de tamanho e setores econ\u00f4micos distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o in\u00fameros os exemplos de crises corporativas &#8220;dispon\u00edveis&#8221; no mercado, envolvendo marcas e empresas de renome. Alguns antigos, outros bem recentes. Uns muito bem gerenciados; outros nem tanto. De qualquer forma, quando as crises transpassam os muros das empresas e alcan\u00e7am a Opini\u00e3o P\u00fablica, o preju\u00edzo j\u00e1 se revela. Pode ser consider\u00e1vel ou n\u00e3o, financeiro ou de imagem, mas \u00e9 e sempre ser\u00e1 um fato negativo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">V\u00edrus da crise<\/h2>\n\n\n\n<p>Todos estes casos deveriam servir como li\u00e7\u00f5es e estimular as empresas a se prepararem preventivamente para lidar com estas ocorr\u00eancias adversas. Os gestores precisam saber que o &#8220;v\u00edrus&#8221; da crise j\u00e1 est\u00e1 hospedado em suas empresas, s\u00f3 que n\u00e3o existe bola de cristal que aponte quando e aonde ele ir\u00e1 se manifestar. O trabalho preventivo, de custo infinitamente inferior ao da gest\u00e3o de uma crise, permite identificar e corrigir fragilidades e assim anular e\/ou reduzir as possibilidades de ocorr\u00eancias negativas, que podem gerar danos irrepar\u00e1veis, dependendo da sua gravidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar que a preven\u00e7\u00e3o de crises, como pensam alguns, n\u00e3o se resume \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de uma sess\u00e3o de media training com os principais executivos da empresa. O ideal, sempre, \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o de um sistema de preven\u00e7\u00e3o, que contemple a cria\u00e7\u00e3o e o treinamento de um comit\u00ea interno de gest\u00e3o de crises, formado por executivos de \u00e1reas-chave da empresa, a elabora\u00e7\u00e3o de manuais, de procedimentos e de\u00a0<em>statements<\/em>\u00a0(mensagens-chave), al\u00e9m do tradicional e j\u00e1 consagrado media training. O sistema de preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o elimina a possibilidade de ocorr\u00eancias adversas, as malfadadas crises, mas \u00e9 certo que pode reduzir danos e, al\u00e9m disso, permitir que a empresa siga trabalhando enquanto o comit\u00ea interno, exclusivamente ele, se ocupa da solu\u00e7\u00e3o do problema.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Jo\u00e3o Fortunato \u00e9 jornalista, p\u00f3s-graduado em comunica\u00e7\u00e3o corporativa, mestre em comunica\u00e7\u00e3o e especialista em gest\u00e3o de crise<\/em><\/strong><em> <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Profissionais de comunica\u00e7\u00e3o gostam de falar sobre gest\u00e3o de crise, tema relevante para o universo corporativo e que a maioria das empresas n\u00e3o gosta de ouvir. \u00c9 at\u00e9 poss\u00edvel entender a raz\u00e3o: boa parte dos gestores das empresas que se fazem de surdas se considera imune aos eventos adversos, vacinados contra a &#8220;mala suerte&#8221;. 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