{"id":11930,"date":"2024-06-20T10:34:37","date_gmt":"2024-06-20T13:34:37","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=11930"},"modified":"2024-06-19T10:39:09","modified_gmt":"2024-06-19T13:39:09","slug":"philip-kotler-aponta-o-caminho-para-o-futuro-do-marketing-humanizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=11930","title":{"rendered":"Philip Kotler aponta o caminho para o futuro do Marketing humanizado"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2024-06-20T10:34:37-03:00\">20 de junho de 2024<\/time><\/div>\n\n\n<p><strong>Por Marcos Bedendo, professor de Branding e Marketing da ESPM, e s\u00f3cio consultor da Brandwagon, consultoria especializada em construir marcas. Autor do livro \u201cBranding: Processos e pr\u00e1ticas para a constru\u00e7\u00e3o de valor\u201d e co-autor do livro \u201cMarketing H2H: A jornada do marketing human to human\u201d junto com Philip Kotler, Waldemar Pfoertsch e Uwe Sponholz<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo mundo que pratica ou estuda marketing sabe que ele evolui. Uma parte dessa evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 evidenciada pelas suas ferramentas \u2013 a forma de conceber um produto, a maneira de pensar e precificar um servi\u00e7o para um consumidor, as possibilidades de intera\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, e a capacidade de fazer o produto ou servi\u00e7o chegar at\u00e9 os usu\u00e1rios. Essa \u00e9 a parte mais vis\u00edvel, que qualquer pessoa que compra coisas no seu dia a dia percebe.<\/p>\n\n\n\n<p>Com tantas evolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, surgem milhares de novas formas de executar o processo de comercializa\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os. E \u00e9 justamente na execu\u00e7\u00e3o que percebemos as mudan\u00e7as nos processos e t\u00e9cnicas de marketing atuais. As empresas se adaptaram aos recursos digitais, \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o \u00e0 dist\u00e2ncia (especialmente durante e ap\u00f3s a pandemia), a estar presente em redes sociais e usar influenciadores, a acessar novos tipos de m\u00eddias e a criar desdobramentos tecnol\u00f3gicos para seus produtos, a fim de continuar competitivas no mercado. Essas mudan\u00e7as s\u00e3o vis\u00edveis e necess\u00e1rias para todas as empresas, mas al\u00e9m de evoluir na forma de&nbsp;<strong>fazer marketing<\/strong>, \u00e9 preciso evoluir tamb\u00e9m na forma de&nbsp;<strong>pensar o marketing<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensar o marketing \u00e9 refletir sobre as rela\u00e7\u00f5es que devem ser criadas e estabelecidas com as pessoas. \u00c9 considerar, estrategicamente, como a empresa deve se envolver com as comunidades com as quais precisa conviver, para al\u00e9m de seus clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, percebemos que a mudan\u00e7a na forma de executar o marketing, sem uma mudan\u00e7a correspondente na forma de pensar o marketing, pode levar a pr\u00e1ticas ruins.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos o que aconteceu com a publicidade \u2013 historicamente, a publicidade sempre interrompeu um programa ou leitura para passar sua mensagem. Isso parecia aceit\u00e1vel quando se tratava de um intervalo comercial durante um programa ou um an\u00fancio colocado entre os conte\u00fados de uma revista ou jornal. Mas, quando \u00e9 poss\u00edvel introduzir publicidade em estilo pop-up, no meio da leitura, ela se torna inconveniente. Quando se obriga a assistir 15 segundos de publicidade para ter acesso a um v\u00eddeo de 30 segundos, isso incomoda. E quando estamos usando um app de banco para checar uma informa\u00e7\u00e3o importante e um pop-up interrompe a atividade com uma oferta, a publicidade se torna irritante. Esse tipo de pr\u00e1tica \u00e9 aceit\u00e1vel? Ser\u00e1 que a possibilidade de adquirir um ou outro cliente dessa forma compensa o impacto negativo em milh\u00f5es de outras pessoas?<\/p>\n\n\n\n<p>A precifica\u00e7\u00e3o apresenta casos at\u00e9 mais graves. O marketing, em seu in\u00edcio, influenciou na ado\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os fixos baseados em posicionamentos de mercado e na qualidade ou tipo de oferta, o que foi bem aceito pelos consumidores por trazer previsibilidade e facilidade na compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre pre\u00e7o e valor. Mas como navegar atualmente no enorme conjunto de vari\u00e1veis que podem ser usadas em processos de pre\u00e7os e ofertas, com pre\u00e7os din\u00e2micos, flex\u00edveis e ofertas rel\u00e2mpago? Os gestores de marketing usam sofisticados softwares e t\u00e1ticas de aumento e redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o para aumentar a rentabilidade de seus produtos. Mas qual \u00e9 o custo desse foco na extra\u00e7\u00e3o de valor do consumidor? Especialmente quando os consumidores est\u00e3o fragilizados por necessidades urgentes ou poucas op\u00e7\u00f5es de escolha?<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, farm\u00e1cias no Brasil fazem ofertas de pre\u00e7os pela internet que podem ser consideravelmente menores do que os pre\u00e7os praticados no balc\u00e3o da mesma rede. E a pessoa que quer ter acesso imediato ao medicamento por uma emerg\u00eancia m\u00e9dica? Ou que n\u00e3o tem habilidade suficiente para comprar online? Ou que confia no farmac\u00eautico para ler a receita do m\u00e9dico e indicar o produto correto? Ela deveria pagar mais caro? Esse n\u00e3o seria um caso de marketing que pode ser classificado como anti\u00e9tico, por tentar extrair valor de consumidores em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel?<\/p>\n\n\n\n<p>Essas pr\u00e1ticas, junto com tantas outras que nos irritam como consumidores, t\u00eam trazido o marketing para um local ruim na percep\u00e7\u00e3o da sociedade, o que deveria ser evitado. Isso pode estar acontecendo pela mudan\u00e7a nas possibilidades de executar marketing, que evolu\u00edram mais rapidamente do que a forma de pensar marketing.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso repensar o marketing para os tempos atuais. E ningu\u00e9m melhor para fazer isso do que Philip Kotler, o fundador do marketing moderno.<\/p>\n\n\n\n<p>Philip Kotler \u00e9 a voz mais influente no marketing porque fundou o conceito de marketing moderno e continua influenciando a academia e as pr\u00e1ticas empresariais at\u00e9 hoje. Ele foi o pensador que trouxe o consumidor para o centro da estrat\u00e9gia, e agora participa deste movimento do&nbsp;<strong>Marketing H2H para refundar a pr\u00e1tica do marketing<\/strong>&nbsp;para as empresas da era p\u00f3s-industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o do pensamento do marketing \u00e9 o tema central do livro \u201cMarketing H2H: A Jornada para o Marketing Human to Human\u201d. E al\u00e9m de discutir esse novo pensar para o marketing, o livro tamb\u00e9m apresenta como incluir essa nova mentalidade na estrat\u00e9gia e gest\u00e3o de neg\u00f3cios, fornecendo processos e ferramentas para a aplica\u00e7\u00e3o dos conceitos na pr\u00e1tica de qualquer empresa. Ele tem como coautores Waldemar Pfoertsch, Uwe Sponholz, e eu &#8211; Marcos Bedendo, que contribu\u00ed com a contextualiza\u00e7\u00e3o do livro para a realidade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>O marketing H2H j\u00e1 \u00e9 um novo imperativo para os neg\u00f3cios, e ser\u00e1 cada vez mais necess\u00e1rio para as empresas que quiserem se manter atuais e relevantes. J\u00e1 estamos acompanhando empresas que s\u00e3o mais humanas em suas rela\u00e7\u00f5es, como o Nubank, Amazon e Mercado Livre, terem crescimento acima da m\u00e9dia. Porque al\u00e9m de crescerem sua base de usu\u00e1rios, elas fazem isso a partir de relacionamentos mais intensos, duradouros e rent\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, o Marketing H2H tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio para o planeta. Se n\u00e3o humanizarmos as rela\u00e7\u00f5es entre empresas e pessoas, estamos fadados a um processo mais dist\u00f3pico de rela\u00e7\u00f5es nocivas de curto prazo, com consequ\u00eancias negativas para o planeta e para o conv\u00edvio humano no m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso um novo pensamento para o marketing. E \u00e9 preciso um novo pensamento para as empresas e corpora\u00e7\u00f5es. Porque \u00e9 preciso um novo pensamento para o planeta.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Marcos Bedendo, professor de Branding e Marketing da ESPM, e s\u00f3cio consultor da Brandwagon, consultoria especializada em construir marcas. 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