{"id":11603,"date":"2024-04-18T15:09:17","date_gmt":"2024-04-18T18:09:17","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=11603"},"modified":"2024-04-18T15:09:18","modified_gmt":"2024-04-18T18:09:18","slug":"carta-de-conjuntura-abril-de-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=11603","title":{"rendered":"Carta de Conjuntura &#8211; Abril de 2024"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:63px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2024-04-18T15:09:17-03:00\">18 de abril de 2024<\/time><\/div>\n\n\n<p><strong>Por Jaime Vasconcellos, economista.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a semana passada quem analisava o andamento da economia brasileira em 2024 focava em grande parte nos bons ventos das proje\u00e7\u00f5es cada vez melhores de alguns indicadores. Tem sido assim com o Produto Interno Bruto (PIB) projetado mais alto, infla\u00e7\u00e3o mais baixa e gera\u00e7\u00e3o de empregos em ritmo mais forte que o esperado. Todavia, bastou aumentar o risco de um conflito militar entre Ir\u00e3-Israel, aparecer mais dados de for\u00e7a da economia americana e o an\u00fancio que a meta fiscal brasileira para 2025 ser\u00e1 de 0%, ao contr\u00e1rio de um super\u00e1vit de 0,5% do PIB, para que o cen\u00e1rio conjuntural de confian\u00e7a fosse por \u00e1gua abaixo, como ocorreu com a bolsa e ocorrendo o oposto com o d\u00f3lar nos \u00faltimos dias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Veja, n\u00e3o estamos diminuindo a import\u00e2ncia dessas novidades, mas sim o oposto, explicaremos o motivo da necessidade delas serem levadas a s\u00e9rio, pois podem, e devem, dificultar nossa vida ainda em 2024. O aumento das tens\u00f5es no Oriente M\u00e9dio tem forte capacidade de impactar cadeias do com\u00e9rcio e em especial o pre\u00e7o do petr\u00f3leo. Isso nos atingiria via pre\u00e7o dos combust\u00edveis, elevando os indicadores inflacion\u00e1rios e limitando novas quedas de juros (Selic).<\/p>\n\n\n\n<p>Os bons n\u00fameros da economia americana refor\u00e7am o cen\u00e1rio de que os juros l\u00e1 n\u00e3o cair\u00e3o t\u00e3o cedo. Isso retira d\u00f3lares que viriam ao nosso mercado e deprecia a nossa taxa de c\u00e2mbio. Isso novamente pode impactar os pre\u00e7os dom\u00e9sticos por meio de custos mais altos de produtos e servi\u00e7os importados, o que atingiria o ritmo de nossa infla\u00e7\u00e3o e, mais uma vez, a trajet\u00f3ria atual dos juros.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, e talvez mais preocupante do ponto de vista interno, \u00e9 o problema do descompasso das pol\u00edticas monet\u00e1ria e fiscal. Para o Banco Central continuar a reduzir juros (o que \u00e9 \u00f3timo para economia), o Governo precisa equilibrar os seus gastos, dado que isso tamb\u00e9m condiciona o ritmo inflacion\u00e1rio no pa\u00eds, que o pr\u00f3prio Banco Central tenta modular por interm\u00e9dio da taxa b\u00e1sica de juro (Selic). Se est\u00e1 claro que em 2024 viveremos com um d\u00e9ficit p\u00fablico (quando o Governo gasta mais do que arrecada) e isso no m\u00e1ximo se equilibrar\u00e1 em 2025, aumenta-se a desconfian\u00e7a nos mercados e diminui a esperan\u00e7a de juros menores na economia &#8211;&nbsp; inclusive para todos n\u00f3s, empres\u00e1rios, colaboradores e consumidores em geral. Tanto que a chance de finalizarmos o ano com a Selic pr\u00f3xima a 9% ao ano \u00e9 no m\u00ednimo remota.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, o que se viu nos \u00faltimos dias \u00e9 que, a despeito de melhores proje\u00e7\u00f5es \u00e0 economia brasileira em 2024, novamente o nosso ritmo de sustenta\u00e7\u00e3o fica amea\u00e7ado pelas intemp\u00e9ries da geopol\u00edtica mundial e, principalmente, pela incapacidade (ou pouca capacidade) de uma gest\u00e3o mais eficiente das contas p\u00fablicas e do tamanho do Estado. Em resumo, em um curto prazo o cen\u00e1rio at\u00e9 est\u00e1 dado, mas \u00e9 o futuro pr\u00f3ximo que nos preocupa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, seguem abaixo as nossas proje\u00e7\u00f5es para os principais indicadores macroecon\u00f4micos para o fim de 2024:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>PIB<\/strong>: 2,0%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>IPCA<\/strong>: 3,75%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>SELIC<\/strong>: 9,75% a.a.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa de C\u00e2mbio:<\/strong> 5,00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Balan\u00e7a comercial<\/strong>: + US$ 80 bi<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa de desemprego ao fim do ano (PNAD):<\/strong> 7,9%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Volume de vendas do com\u00e9rcio ampliado BR (12 meses)<\/strong>: +2,0%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Volume de servi\u00e7os BR (12 meses)<\/strong>: +2,2%<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<div style=\"height:76px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jaime Vasconcellos, economista.&nbsp; At\u00e9 a semana passada quem analisava o andamento da economia brasileira em 2024 focava em grande parte nos bons ventos das proje\u00e7\u00f5es cada vez melhores de alguns indicadores. 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