{"id":11346,"date":"2024-03-22T10:13:38","date_gmt":"2024-03-22T13:13:38","guid":{"rendered":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=11346"},"modified":"2024-03-22T10:13:40","modified_gmt":"2024-03-22T13:13:40","slug":"carta-de-conjuntura-marco-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sincomavi.org.br\/?p=11346","title":{"rendered":"Carta de Conjuntura &#8211; mar\u00e7o 2024"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2024-03-22T10:13:38-03:00\">22 de mar\u00e7o de 2024<\/time><\/div>\n\n\n<p><strong>Por Jaime Vasconcellos, economista<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Bastaram as primeiras divulga\u00e7\u00f5es dos indicadores referentes a janeiro de 2024 para o cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico mostrar surpresas e todos os analistas, inclusive o autor deste artigo, ajustarem as expectativas para o decorrer do ano. De in\u00edcio, cabe-nos ressaltar que os primeiros n\u00fameros setoriais (com\u00e9rcio e servi\u00e7os), bem como gera\u00e7\u00e3o de emprego e a pr\u00f3pria pr\u00e9via do PIB (\u00edndice IBC-Br) nos mostraram que nossa economia come\u00e7ou o ano mais aquecida que o previsto.<\/p>\n\n\n\n<p>A Pesquisa Mensal do Com\u00e9rcio (IBGE) revelou que o volume vendas no varejo restrito (que exclui materiais de constru\u00e7\u00e3o e ve\u00edculos) cresceu 2,5% em janeiro contra dezembro (com ajuste sazonal), ap\u00f3s vir de uma queda em dezembro. Inclusive, tivemos o maior avan\u00e7o percentual neste tipo de compara\u00e7\u00e3o desde setembro do ano passado. J\u00e1 o desempenho do setor de servi\u00e7os, avaliado por meio da Pesquisa Mensal de Servi\u00e7os (IBGE), avan\u00e7ou em janeiro razo\u00e1veis 0,7% no volume, sendo o terceiro aumento seguido.<\/p>\n\n\n\n<p>Se os indicadores setoriais vieram melhores que o projetado, naturalmente a gera\u00e7\u00e3o de emprego tamb\u00e9m teria potencial de nos surpreender para cima, dado que emprego \u00e9 decis\u00e3o de investimento posterior ao desempenho das receitas empresariais. O Caged apontou um avan\u00e7o de mais de 180 mil novas vagas com carteira assinada criadas no pa\u00eds nesse primeiro m\u00eas de 2024, quando a estimativa inicial circundava um acr\u00e9scimo de 100 mil postos de trabalho. O patamar auferido, al\u00e9m disso, foi o dobro do registrado em janeiro de 2023. Com esse cen\u00e1rio, nada mais justo que o indicador pr\u00e9vio do PIB tamb\u00e9m mostrasse sua resili\u00eancia. Tanto que o IBC-Br, que projeta o ritmo de atividade econ\u00f4mica m\u00eas a m\u00eas no Brasil, apresentou em janeiro avan\u00e7o de 0,6%, al\u00e9m do esperado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros positivos trazem uma surpresa boa da economia, que mostra sua for\u00e7a e resili\u00eancia em meio a um processo mais t\u00edmido de desacelera\u00e7\u00e3o. Em verdade, estamos impactados pelos benef\u00edcios de curto prazo da demanda ainda aquecida, dada infla\u00e7\u00e3o mais baixa, retra\u00e7\u00e3o de juros e at\u00e9 mesmo do arrefecimento de endividamento familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>E de onde vem os riscos a este cen\u00e1rio, melhor que o esperado? Considerando a economia brasileira, quando se tem uma demanda resistente (que \u00e9 uma boa not\u00edcia), ao mesmo tempo j\u00e1 se liga o sinal de alerta para alguma press\u00e3o inflacion\u00e1ria, dada a problem\u00e1tica capacidade estrutural do ambiente de neg\u00f3cios que inibe avan\u00e7os mais significativos de investimento no pa\u00eds, que garantiria tamb\u00e9m a evolu\u00e7\u00e3o do lado da oferta. E estamos falando de bens, servi\u00e7os, infraestrutura, profissionais qualificados etc.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado desse \u201csinal amarelo\u201d \u00e9 que se a demanda realmente se consolidar mais resiliente que a esperada, retorna um risco inflacion\u00e1rio e consequente (e real) possibilidade de menor ritmo do corte nos juros b\u00e1sicos da economia (Selic). E \u00e9 exatamente a redu\u00e7\u00e3o sustentada dos juros onde mora a esperan\u00e7a de um crescimento econ\u00f4mico mais equilibrado. Ou seja, infelizmente nem nas boas not\u00edcias do in\u00edcio do ano nos afastamos dos riscos que normalmente nos atingem, dado que mesmo com conjuntura mais favor\u00e1vel, sempre esbarramos nas dificuldades econ\u00f4micas e sociais que estruturalmente nos aflige.<\/p>\n\n\n\n<p>Veremos o que nos aguarda nos pr\u00f3ximos meses. Isto posto, seguem abaixo as nossas proje\u00e7\u00f5es aos principais indicadores macroecon\u00f4micos para o fim de 2024:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>PIB<\/strong>: 1,8%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>IPCA<\/strong>: 4,0%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>SELIC<\/strong>: 9,25% a.a.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa de C\u00e2mbio:<\/strong> 5,00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Balan\u00e7a comercial<\/strong>: + US$ 75 bi<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Taxa de desemprego ao fim do ano:<\/strong> 7,9%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Volume de vendas do com\u00e9rcio ampliado BR (12 meses)<\/strong>: +1,5%<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Volume de servi\u00e7os BR (12 meses)<\/strong>: +2,2%<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jaime Vasconcellos, economista. 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