Os comércios varejistas de material de construção do Estado de São Paulo conseguiram alcançar um ótimo resultado em agosto. O setor obteve uma elevação de 10,3% em relação ao mesmo período de 2018, com faturamento bruto corrente de R$ 4,8 bilhões, conforme dados da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz). É o melhor resultado para agosto desde 2013. “Considerando a receita bruta corrente no acumulado de janeiro a agosto, observa-se em 2019 aos R$ 34,6 bilhões, aumento de 12,6% em relação e o mesmo mês o do ano passado. Este também é o melhor desempenho acumulado desde 2013”, ressalta o economista Jaime Vasconcellos.

Evolução do faturamento bruto corrente do varejo de matcons do Estado de São Paulo (em R$ bilhões)

Evolução do faturamento bruto corrente do varejo de matcons do Estado de São Paulo
Fonte: Sefaz

Os dados referentes somente a cidade de São Paulo também se revelam bastante animadores: crescimento de 9,6%. Ao atingir os R$ 1,4 bilhão, o setor conseguiu conquistar o melhor desempenho para agosto desde o início da série histórica. “Já considerando os primeiros oito meses de 2019 na capital paulista, os R$ 10,2 bilhões aferidos são o maior patamar alcançado desde 2008 e 12% superior ao mesmo período do ano passado”, ressalta.

Evolução do faturamento bruto corrente do varejo de matcons da cidade de São Paulo

Evolução do faturamento bruto corrente do varejo de matcons da cidade de São Paulo
Fonte: Sefaz

Jaime acredita que é cada vez mais real a constatação de que o segmento terá em 2019 enfim um patamar similar ao obtido em 2013. “Este foi o ano que antecedeu o início da derrocada da economia brasileira”, relembra. “Na cidade de São Paulo será possível encontrar um quadro ainda melhor, o atual ano registrará o melhor desempenho desde o início da série histórica, isto é, pouco acima do pico de 2013”. Em linhas gerais, este cenário descreve uma trajetória que é visualizada pelo varejo, resultado direto do reaquecimento do consumo devido a inflação baixa, crédito mais barato e arrefecimento recente do desemprego, ainda que puxado pela informalidade.