27/05/2020 | O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas, variou 0,21% em maio, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando o índice registrou alta de 0,18%. A taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de 0,38% em abril para 0,45% em maio. O índice referente à Mão de Obra não variou pelo segundo mês consecutivo.

Já o Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, avançou 3,0 pontos em maio, atingindo 68,0 pontos. Apesar do resultado positivo, o indicador acumula queda de 26,2 pontos em relação a janeiro de 2020 (94,2 pontos, o maior valor desde maio de 2014).

Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos do FGV IBRE, afirma que apesar do aumento da Confiança, não é possível afirmar que o pior momento da crise deflagrada pela Covid já passou. “Os impactos negativos sobre o setor da construção continuam bastante intensos, atingindo os negócios em andamento em todos os segmentos. Em maio 51% das empresas indicaram diminuição da atividade e 63% que o ambiente de negócios está fraco. A ‘despiora’ do Indicador de Confiança refletiu expectativas menos negativas, mas que se mantiveram em patamar que ainda representa um grande pessimismo com os próximos meses”.

Outro número importante apresentado pelo estudo foi o aumento no Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor, que apresentou acréscimo de 4,1 pontos percentuais (p.p.), para 61,7%. Os NUCIs de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos contaram com variação parecida (4,0 p.p e 4,3 p.p.) e alcançaram 62,8% e 56,8%, respectivamente.