A 23ª edição da Pesquisa Global com CEOs, da PwC, aponta uma elevação no otimismo dos executivos brasileiros em relação aos resultados previstos para os próximos 12 meses de suas empresas. Conforme dados coletados, 78% dos líderes nacionais afirmam estar mais confiantes em relação ao crescimento de suas receitas – sendo 22% muito confiantes e 56% um pouco confiantes. O mesmo cenário positivo foi verificado também entre os CEOs de outros países: 72%.

Já tendo em perspectiva o desempenho da economia global em 2020, apenas 19% dos CEOs brasileiros apostam em aceleração do crescimento. Boa parte, 45%, prevê que haverá uma desaceleração. Apesar do resultado um pouco melhor (22%), tal sentimento de pessimismo é compartilhado também por executivos de outros mercados.

Para viabilizar o aumento das receitas em 2020, 84% dos CEOs brasileiros afirmaram apostar em seu crescimento orgânico. E mesmo com o maior pessimismo quanto à economia global, as empresas revelam que continuarão buscando estratégias para alcançar esse objetivo nos próximos 12 meses. Para isso, inovar será a palavra de ordem.

Ameaças

Fernando Alves, sócio-presidente da PwC Brasil, adverte que as empresas brasileiras precisam elevar sua produtividade para obter competitividade e sucesso em 2020 e nos próximos anos. “A pesquisa serve como um indicativo do que elas deverão fazer para alcançar esse objetivo, considerando, por exemplo, investimentos em tecnologia, bem como, na qualificação de seus colaboradores. Esse é o desafio das empresas e do Brasil”, avalia.

O trabalho desenvolvido pela PwC verificou ainda o que os executivos brasileiros consideram como possíveis ameaças ao crescimento das empresas. Entre os pontos mais citados, destacam-se as incertezas quanto ao crescimento da economia e o peso dos impostos (50%), o cenário tributário ainda incerto (48%), excesso de regulamentação (47%) e inadequação de infraestrutura básica (47%). No campo político, o populismo é visto como risco por 42% dos executivos brasileiros, seguido pela taxa de câmbio volátil (38%) e pela incerteza política (36%).