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Inflação Setorial

Alta nos preços de materiais de construção em julho


O nível geral de preços dos materiais de construção no Estado de São Paulo registrou aumento de 0,23% em julho. Esse avanço é menor que os 0,34% verificados em junho, que ocorreu após duas quedas consecutivas, em abril e maio. Na comparação interanual, o percentual de julho deste ano é o menor desde 2013 para o mês e inferior em 0,68 pontos percentuais aos 0,91% alcançados em julho de 2015. O nível de preço dos materiais de construção do Estado de São Paulo deriva do INCC/SINAPI, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Evolução do custo de materiais de construção nos meses de julho: Estado de São Paulo


Fonte: IBGE - Elaboração: Departamento de economia do Sincomavi


Em 2016, o nível geral de preços dos materiais de construção do Estado de São Paulo acumula alta de 1,28%, valor inferior ao encontrado no primeiro semestre de 2015, período no qual o indicador acumulado chegou aos 3,79%.
Considerando o acumulado de doze meses, o índice que mede a variação de preços de materiais de construção está em 1,68%, valor abaixo do obtido em 2015, quando ficou em 5,15% em São Paulo.

Evolução do custo de materiais de construção: São Paulo


Fonte: IBGE - Elaboração: Departamento de Economia do Sincomavi


Analisando os subitens do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)/IBGE do mês de julho e do acumulado de 2016 na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e no Brasil, observa-se redução nos preços de cimento, tijolo e material hidráulico. Porém, os preços de revestimentos de piso e parede se elevaram em 4,03%, sendo um grande responsável pelo avanço do nível geral em julho. No ano, há pressão também dos preços de tintas.

Evolução dos preços em julho/16 e acumulado do ano, por subitem do IPCA/IBGE


Fonte: IBGE - Elaborado por: Departamento de Economia do Sincomavi


O assessor econômico do Sincomavi, Jaime Vasconcellos, lembra que o nível geral de preços dos materiais de construção no Estado de São Paulo entre agosto/15 e janeiro/16 apresentou oscilação mensal entre crescimento e movimento deflacionário. A partir de fevereiro de 2016, essa variação se mostra em blocos bimestrais de avanços e recuos dos preços. “A instabilidade se dá tanto por forças pouco controladas, exemplificada pela taxa de câmbio, como por cenários já consolidados, destacadamente a pouca pressão da demanda interna, seja grandes obras ou intenção de consumo das famílias.

Mesmo com câmbio mais favorável às importações nas últimas semanas, tais produtos já sofreram e sofrem reajustes no varejo pelo dólar valorizado frente ao Real em todo ano de 2016. “Outra tendência na elevação futura de preços refere-se as novas concessões de crédito para construtoras e consumidores”, avalia. A aposta é de que esse estímulo possa influenciar positivamente as vendas e, consequentemente, elevar os preços nos meses seguintes.