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Emprego

Varejo de materiais de construção já fechou mais de 2500 vagas em 2016

O saldo na geração de empregos ficou mais uma vez negativo no varejo de materiais de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Ocorreu uma retração de 166 postos em julho. No entanto, como lembra o assessor econômico do Sincomavi, Jaime Vasconcellos, esse resultado se mostrou mais ameno do que nos meses anteriores, uma vez que em maio foram 485 vínculos perdidos e em junho, 658. “Considerando os sete primeiros meses de 2016, 2.660 vagas foram cortadas no setor varejista de materiais de construção”, ressalta. Desde 2014, os meses de julho apresentam perdas significativas na geração de empregos. Entretanto, nota-se que ocorreu um impacto menor em julho de 2016 na RMSP, quando comparado com o mesmo período dos últimos dois anos.

Geração de emprego no varejo de materiais de construção da RMSP nos meses de julho


Fonte: CAGED


Dentre os municípios que compõem a RMSP, as cidades de São Paulo, Guarulhos e Barueri contaram com os piores desempenhos em julho ao cortarem 70, 27 e 23 vagas, respectivamente.


Considerando o desempenho dos últimos doze meses, de agosto/15 a julho/16, a retração é de -4.525 postos de trabalho do estoque total. Neste caso, os municípios com os piores resultados no período são: São Paulo (-2.460 vagas), Guarulhos (-663) e Carapicuiba (-205). Já os maiores saldos positivos da RMSP foram registrados em Barueri (+75 vagas) e Cajamar (+41 vagas).


Em julho, não houve geração de emprego em nenhum dos três setores do comércio de materiais de construção. O comércio de Vidros registrou perda de 38 postos de trabalho e o de Tintas e Materiais de Pintura contou com retração de 21 vagas. Já Ferragens, Madeira e Materiais de Construção foi o que sofreu mais: recuou de 107 postos.

Geração de emprego no varejo de materiais de construção da RMSP


Fonte: CAGED


Os saldos avaliados na pesquisa demonstram como está profunda a crise que assola o mercado de trabalho. “Em 2016, apenas o mês de janeiro apresentou saldo de emprego positivo, ou seja, o que indica piora constante nas expectativas do setor para novas contratações”, adverte Vasconcellos.
A menor perda de vagas em julho na comparação com os meses anteriores ainda não indica uma recuperação do setor, contudo, o setor de materiais de construção é fortemente correlacionado com o setor imobiliário, e este apresentou perspectivas melhores nas vendas e lançamentos de imóveis no mês de junho. “Essa menor perda de vagas em julho pode ser um reflexo dessa projeção mais otimista do segmento imobiliário”, supõe. Em consequência, como a variável emprego é afetada diretamente pelo investimento, com sua retomada, o varejo de materiais de construção será beneficiado positivamente tanto pelo aumento da demanda, que influenciará diretamente nas vendas, quanto na recuperação do emprego.
A elevação das expectativas dos consumidores, bem como as novas concessões de crédito para financiamento de imóveis e compra de materiais de construção, pode auxiliar no aumento das vendas do setor e respectivamente na abertura de novas vagas. A perspectiva é de que os resultados positivos possam ser notados ainda no segundo semestre de 2016