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Análise Setorial Anual

Janeiro 2016

• INTRODUÇÃO

O estudo setorial tem por objetivo ser a fotografia das atividades representadas. A intenção é quantificar a magnitude da composição empresarial, o tamanho de sua receita de vendas, o quadro de trabalhadores com carteira assinada e seus respectivos rendimentos médios. A escolha destas variáveis comtemplam o foco de quantificar a representação do Sincomavi e observar sua evolução no período recente.

• ESTABELECIMENTOS

Através das informações mais recentes da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, o primeiro passo do estudo aqui proposto é chegar ao número fechado de estabelecimentos representados pelo Sincomavi nas atividades que são possíveis de mensurar através do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) da classe 2.0. Os dados de dezembro de 2014, os mais recentes a serem divulgados, nos mostram que são 38.842 estabelecimentos no varejo de tintas, vidros, ferragens, madeira, materiais de construção e equipamentos de informática na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).


No varejo de tintas e em equipamentos de informática há redução do número de estabelecimentos desde 2010. Quedas de 5,6% e 24,4% respectivamente. Já no varejo de vidros (+6,8%) e de ferragens, madeira e materiais de construção (+1,8%) houve aumento no número de estabelecimentos. A queda na atividade varejista de equipamentos e suprimentos de informática puxou o valor total para baixo. Houve 2.882 fechamentos de estabelecimentos em quatro anos, o que significou recuo de 6,4% no estoque.


Em verdade, não se dissocia esta redução no números de estabelecimentos varejistas da própria desaceleração da economia brasileira.

Evolução do número de estabelecimentos por atividade - RMSP


Fonte: RAIS - Elaboração: Departamento de economia do Sincomavi



O gráfico abaixo demonstra de forma mais clara redução descrita acima nas atividades pesquisadas.


Evolução do número de estabelecimentos das atividades representadas – RMSP

Fonte: RAIS - Elaboração: Departamento de economia do Sincomavi


• EMPREGO FORMAL

Uma das variáveis mais dinâmicas da economia é o emprego. Base do poder de compra das famílias, sua oscilação também reflete a capacidade de gerar investimentos das atividades empresariais. Em suma, se um setor visualiza crescimento de sua força de trabalho, provavelmente ocorre por um momento de vendas crescentes. O contrário também é valido.


De forma bastante objetiva, os estabelecimentos sob representação do Sincomavi na RMSP empregam 105.935 trabalhadores. O dado é de dezembro de 2015. Mais uma vez, observando desde 2010, duas das atividades vivenciaram avanço no quadro funcional, varejo de vidros (+6,8%) e de materiais de construção (+5,0%). Por outro lado, no varejo de tintas (-8,6%) e de equipamentos e suprimentos de informática (-32,0%) viram seu mercado de trabalho formal retroceder nos últimos anos. Na soma dos resultados, foram fechadas mais de 5,2 mil postos de trabalho em cinco anos.

Evolução do número de empregos formais por atividade - RMSP

Fonte: RAIS - Elaboração: Departamento de economia do Sincomavi


A queda de 4,7% no estoque de trabalhadores das atividades representadas pelo Sincomavi pode ser melhor observada no gráfico 2, abaixo.


Evolução do número de empregos formais das atividades representadas – RMSP


Fonte: RAIS - Elaboração: Departamento de economia do Sincomavi


• RENDIMENTO

Uma importante variável presente nesse estudo é o rendimento médio do trabalhador alocado nas atividades sob representação do Sincomavi. A relação capital-trabalho, presente no cerne do tecido sindical, tem foco apurado por tal variável, até porque é nela que se baseia a força de pagamento da mão de obra em cada atividade.


Puxado pelo rendimento médio superior aos R$3,35 mil do varejo especializado em equipamentos e suprimentos de informática, o salário médio do emprego formal geral das atividades iniciou 2015 em R$2.274,69.


Rendimento médio dos empregos formais das atividades representadas - RMSP


Fonte: RAIS - Elaboração: Departamento de economia do Sincomavi



Como ilustração para método comparativo, o salário médio ofertado no geral das atividades, na RMSP, é superior à média estadual da Construção Civil, Comércio e Agropecuária.




• FATURAMENTO BRUTO CORRENTE

Após demonstração do número de estabelecimentos, empregos gerados e rendimento médio dos trabalhadores, chegamos ao desempenho da atividade mais preponderante da representação do Sincomavi.


Através da PCCV (Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista), da FecomercioSP em parceria junto a SEFAZ (Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo), é possível determinar o valor da receita corrente de vendas do varejo de materiais de construção da RMSP, dividida em quatro DRTs (Delegacias Regionais Tributárias). Em 2014, o faturamento bruto corrente do varejo de materiais de construção atingiu quase R$21,9 bilhões. Em 2015, na soma dos primeiros dez meses, são R$16,36 bilhões.


Evolução do faturamento bruto corrente do varejo de materiais de construção - RMSP


*Até outubro
Fonte: FecomercioSP - Elaboração: Departamento de economia do Sincomavi



Além de mensurar o faturamento bruto corrente das atividade, se torna crucial avaliar o desempenho nos últimos anos. Considerando as receitas de vendas de janeiro a outubro, de 2013, 2014 e 2015, fica claro que também há redução, assim como o número de estabelecimentos e empregos formais.


Evolução do faturamento bruto corrente do varejo de materiais de construção – RMSP: Janeiro a outubro


*Até outubro
Fonte: FecomercioSP - Elaboração: Departamento de economia do Sincomavi


Tal redução também findou em oscilação da participação das atividades representadas (na RMSP) em relação aos números estaduais. Tal proporção passou de 51,8% em 2013, para 50,7% em 2015.

Participação do varejo de materiais de construção da RMSP no faturamento estadual do setor


*Até outubro
Fonte: FecomercioSP - Elaboração: Departamento de economia do Sincomavi