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Análise PIB

Desempenho do PIB no 2° trimestre

A economia brasileira continuou em queda no segundo trimestre do ano. O recuo do Produto Interno Bruto (PIB) foi de -0,6% em relação ao trimestre anterior, o sexto período consecutivo que apresenta retração nesta base de comparação. Tendo como referência igual período do ano anterior, o PIB sofreu contração de 3,8%, o nono resultado negativo consecutivo na contraposição interanual. O PIB do segundo trimestre em valores correntes atingiu 1,5 trilhão de reais.

Principais resultados do PIB do 4º Trimestre de 2014 ao 2º Trimestre de 2016

Fonte: IBGE

Dos setores que entram no cálculo do PIB, a agropecuária registrou contração de 2,0%, os serviços recuaram 0,8% e a indústria variou positivamente em 0,3%.

Das atividades que compõem a Indústria, a Construção teve variação negativa de 0,2%. A atividade Extrativa mineral e a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana cresceram, respectivamente, 0,7% e 1,1%.

No caso das atividades que compõem o setor de Serviços, o Transporte, armazenagem e correio teve queda de 2,1%. Intermediação financeira e seguros e outros serviços retraíram 1,1% e 1,7%, respectivamente. Serviços de informação teve queda de 0,6%. No caso da atividade de Administração, saúde e educação pública houve variação positiva (+0,5%) e atividades imobiliárias manteve-se praticamente estável no trimestre.

Já ao Comércio, especificamente, a retração foi de 0,8% no segundo trimestre, resultado mais favorável do que no primeiro semestre do ano, período no qual a retração foi de 1,6% na comparação com o último trimestre de 2015. Porém em relação ao segundo trimestre de 2015, a queda alcançou os 7,4%. Sendo assim, os resultados dos trimestres deste ano ainda não indicam recuperação e demonstram a profundidade da recessão econômica brasileira. Ao comércio o fundo do poço parece ser ainda maior.

Taxa Trimestre Contra Trimestre Imediatamente Anterior (com ajuste sazonal - %)


Fonte: IBGE


O saldo negativo do PIB do segundo trimestre deste ano evidencia quão profunda continua a crise na qual se encontra a economia brasileira. Essa retração se intensificou a partir do primeiro trimestre de 2015 e se mantém muito grave. Tanto o desempenho do consumo das famílias quanto sua consequência no setor de serviços, que engloba o comércio, são pontos essenciais para explicar os números recentes da geração de riqueza da economia brasileira. Mais uma vez se observa o quanto o modelo de crescimento baseado somente em consumo teve prazo de validade extinto. Os investimentos não acompanharam a demanda e os erros de política monetária e fiscal resultaram no atual quadro econômico.